S. Caetano assimila falta de torcida

Que o São Caetano conquistou respeito e simpatia desde que subiu para a Primeira Divisão do Campeonato e tornou-se vice-campeão da Copa João Havelange não é novidade. Mas, em meio a tudo isso, um detalhe negativo sempre marcou a equipe do ABC: a ausência de torcedores. E parece que a síndrome de "clube solitário" já foi assimilada pela direção do Azulão. Para a partida de quinta-feira, contra os uruguaios do Defensor, decisiva para as pretensões dos brasileiros na Taça Libertadores da América, a cota de ingressos colocada à venda não deve superar 10 mil. Isso, na prática, acaba anulando os efeitos da reforma pela qual passou o Estádio Anacleto Campanella no fim de 2000 e início de 2001, quando sua capacidade foi aumentada de 16 mil para 27 mil pessoas. "Estamos tentando fomar uma torcida própria para o Azulão. Mas esbarramos numa dificuldade muito grande que é o fato das pessoas já terem um time do coração definido, como Corinthians e São Paulo. O São Caetano precisa se tornar tradicional para conquistar torcedores de verdade", explicou o integrante da Torcida Gladiadores, Anderson Fenezzi. No campo - Alheios a esse tipo de problema, tanto a comissão técnica quanto os jogadores já deixaram claro que estão acostumados a jogar com estádios vazios. No momento, a idéia de todos é concentrar forças para o jogo de quinta, já que nova derrota pode sepultar as chances da equipe. O São Caetano é o último colocado do Grupo 7, com apenas um ponto em três jogos. O líder é o Cruz Azul, com 10 em quatro, seguido pelo Olmedo, que tem seis em três, e Defensor, com três em três. No domingo, o time vai a Santos enfrentar a Portuguesa Santista pelo Paulista.

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