S. Caetano encara o melhor do México

O América, adversário do São Caetano nas semifinais da Taça Libertadores, é um dos clubes mais tradicionais do México. Fundado em 1916 tem uma das maiores torcidas do país e, no último mês de maio, conquistou o título nacional após 13 anos de jejum.O clube tem uma grande estrutura, mantendo salários anuais em média de US$ 300 mil. Segundo o vice-presidente do clube, Alejandro de Haro, o sucesso é fruto de muita organização e planejamento. "Temos um bom patrocinador e uma boa infra-estrutura", assegura. O objetivo do clube é entrar para a história conquistando a Taça Libertadores da América, mesmo sabendo que não poderá decidir o Mundial Interclubes com o Real Madrid, da Espanha. O time mexicano participa como convidado da competição, mas não é filiado à Conmebol.A sua principal estrela é o atacante chileno Ivan "Bamban" Zamorano, da seleção chilena, com passagens memoráveis pelo Real Madrid, da Espanha, e pela Internazionale de Milão. Ele atuou ao lado de Ronaldo durante três anos no time italiano. Aos 35 anos, Zamorano usa de sua experiência para comandar o ataque do América. Ele também é conhecido por ser especialista nas bolas aéreas e pela catimba. "Sabemos que o time do São Caetano é muito forte na marcação e tem um toque de bola excelente", avaliou o artilheiro mexicano, que já marcou oito gols.O zagueiro brasileiro Argemiro Veiga, que joga pelo time há dois anos, acha que o América pode surpreender o São Caetano. "Vivemos um bom momento. Viemos para segurar o resultado e para garantir a vaga em casa", explicou. O time reconheceu o gramado do estádio Anacleto Campanella domingo à tarde. Nesta segunda-feira fez apenas uma movimentação física leve para descontrair os jogadores. O técnico Manuel Lapuente fez mistério para confirmar o time, mas não se negou a revelar o esquema de jogo. "Vamos jogar com muita atenção na marcação para vencer o jogo nos contra-ataques".

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