S. Caetano troca os pés pelas mãos

Bola de um lado para o outro. Jogadores correndo, suando, esforçando-se para dominá-la. Conversas e orientações sobre posicionamento e um técnico parado ao lado do campo, apenas observando. Tudo remetia a um treinamento de futebol nesta terça, na última movimentação da equipe do São Caetano antes do primeiro jogo da decisão da Taça Libertadores. Exceto por um detalhe: em vez dos pés, os atletas tiveram de demonstrar habilidade com as mãos.Para alguém menos avisado, a primeira impressão era de que um time de handebol estava ali. Até mesmo para os jogadores era complicado. Afinal, o único à vontade era o goleiro Silvio Luiz. ?Aqui é assim. Sempre tem uma novidade para tornar o treino mais interessante?, lembrou o zagueiro Dininho, que nesta terça festejou seus 27 anos.O responsável pela novidade é o preparador-físico Flávio de Oliveira. Consciente de que o tradicional trabalho de aquecimento (corridas e exercícios com movimentos pré-determinados) é encarado como entediante pelos atletas, ele investe parte do seu tempo na criação de novas metodologias. ?Ninguém agüenta aquela história de sempre. É preciso fazer com que os jogadores venham para o treinos alegres, satisfeitos?, afirmou. Segundo o especialista, está aí um dos segredos da história de sucesso do time.Psicologia ? Por trás do que parece ser uma simples brincadeira, está um importante mecanismo de motivação do grupo. De acordo com Oliveira, é fundamental que a equipe esteja tranqüila na véspera de uma partida tão importante quanto a desta quarta. ?Os jogadores já estão sobrecarregados pela expectativa do jogo, a viagem, enfim, tudo o que cerca um momento especial como esse?, explicou. ?E como o Jair (Picerni, treinador) nos dá liberdade para trabalhar nessa área (motivação), procuramos fazer o possível para equilibrar a cabeça da moçada.?

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