Sábado à noite: dia de ver o Palmeiras

Sábado à noite é dia de balada, danceteria, barzinho, cinema, passear no shopping, namorar. Mas para o Palmeiras é dia de trabalho. De acordo com a tabela da Série B, a equipe fará 22 dos 23 jogos da primeira fase neste dia da semana. E quem diria, para felicidade de todos no clube. Ao contrário das outras equipes do Brasil, os atletas terão folga aos domingos, fato raro no futebol. "Estou até deslocado, sem saber ainda o que fazer", disse Magrão. "Vou curtir mais minha família, ir ao zoológico, parque de diversão, jogar botão com o Mateus (filho de 5 anos)..."O volante só lamenta não ter o apoio da mulher nos jogos. Andréia tem uma loja de roupas num shopping. "Sábado é o dia de maior movimento, se ela for às partidas a loja quebra.""Que beleza, curtir aquele frango caipira", comemora Adãozinho, acreditando em crescimento profissional com o maior tempo com os familiares aos domingos. "Balada eu não curto, mas jogar sábado é bom. Neste dia a gente sempre está concentrado, assistindo a programas de TV, muito chato", afirmou o atacante Muñoz, sem saber relacionar cinco rivais do Palmeiras na Série B. "Tem o Avaí, o Sport, o Náutico. Acho que não sei dizer outros, são tantos times que nunca ouvi falar."Reforços - O volante Marcinho, contratado do Figueirense, se apresenta no sábado. E Pedro vai defender a equipe catarinense até dezembro. Já a novela França continua. Segundo o empresário Wagner Ribeiro, o maior problema agora é a liberação do atleta. "O Bayer (Leverkusen) não quer nem conversar, só pensa em se livrar do rebaixamento." A equipe está na 16ª posição e, apesar da situação delicada, o técnico Thomas Hoster continua abrindo mão dos gols do atacante, que às vezes fica na reserva.Wagner Ribeiro viajará no dia 20 de maio para a Alemanha, possivelmente acompanhado do diretor de Futebol do Palmeiras, Fernando Gonçalves, para se reunir com o diretor comercial do Leverkusen, Reiner Caimund. Tentarão convencê-lo a ceder o atleta por empréstimo até dezembro, com a alegação de que o atleta se valorizaria e depois voltaria ao clube, com o qual tem contrato até 30 de junho de 2007. "Em seis meses, ele retornaria 100% fisicamente, bem tecnicamente e bastante valorizado."Pediriam, ainda, aos dirigentes do Leverkusen, que contribuíssem com parte do salário. O Palmeiras oferece R$ 100 mil por mês. França recebe 120 mil (cerca de R$ 400 mil).

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