Phil Noble/ Reuters
Phil Noble/ Reuters

Saiba como estão os acordos dos países europeus para reduzir os salários dos jogadores

Negociações para conter os prejuízos com a pandemia ainda estão em andamento em algumas ligas do continente

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de abril de 2020 | 10h30

Com os campeonatos paralisados pela pandemia do novo coronavírus e com receitas em queda, os times europeus se preocupam agora em diminuir despesas. Por isso, o momento tem sido de negociar reduções salariais com elencos para o período de paralisação e buscar costurar acordos dentro do próprio clube ou em acertos de âmbito nacional. O Estado levantou qual é a situação nas cinco principais ligas europeias de futebol e encontrou um cenário variado. Na Alemanha, por exemplo, a redução salarial não foi problema e cada clube conseguiu negociar a questão rapidamente. A França adotou um acordo coletivo válido para as duas primeiras divisões do país. Por outro lado, na Inglaterra e na Itália o impasse permanece.

Inglaterra

A Premier League propor redução de 30% dos salários. Mas a Associação de Jogadores Profissionais da Inglaterra (PFA) recusou a sugestão. Ao contestar, a entidade justificou que tal desconto não fosse aplicado porque as contribuições fiscais ao governo cairiam drasticamente. E isso já daria um alento aos clubes As negociações ainda vão continuar. Por outro lado, uma única equipe já antecipou e fechou um acordo individual. É o Southampton. O clube não revelou a porcentagem do corte, mas diminuiu os salários de jogadores, dirigentes e comissão técnica para os meses de abril, maio e junho.

Alemanha

No Bayern de Munique, o elenco aceitou ter o salário reduzido em 20% enquanto o calendário estiver paralisado. O Borussia Dortmund fixou um acordo interno de 20% de cortes no salário e de redução de 10% caso a temporada seja retomada, mas com portões fechados. No Union Berlin, Werder Bremen e Borussia Mönchengladbach, os atletas renunciaram aos salários integralmente.

Espanha

Cada clube do país negociou internamente a redução salarial de seus elencos. Um dos acordos mais recentes foi feito no Real Madrid. Jogadores e membros da comissão técnica terão uma redução voluntária de 10% a 20% até o fim deste ano. Outras equipes decidiram fazer uma alteração bem maior. O Barcelona, por exemplo, terá desconto de 70% enquanto durar o estado de emergência na Espanha, um dos países mais atingidos pela doença. O Sevilla pretende fazer mudança parecida. "De nossa parte, chegou o momento de anunciar que, além de reduzir em 70% nossos salários durante o estado de alarme, vamos fazer contribuições para permitir que os funcionários do clube recebam 100% dos seus pagamentos enquanto dure essa situação", disse o craque Lionel Messi, do Barcelona, em comunicado à imprensa.

França

As duas primeiras divisões do futebol local conseguiram chegar a um acordo coletivo. Negociaram em bloco. A redução será escalonada de acordo com os salários dos jogadores:

  • Quem ganha mais de mais 100 mil euros por mês (R$ 556 mil) terá desconto temporário de 50%; 
  • Quem recebe entre 50 mil (R$ 278 mil) e 100 mil euros (R$ 556 mil) terá 40% de redução;
  • 30% de redução para salários entre 20 mil euros (R$ 111 mil) e 50 mil euros (R$ 278 mil);
  • 20% de desconto para jogadores que recebam de 10 mil (R$ 55 mil) e 20 mil euros por mêsR$ 111 mil);

Itália

O futebol local costura um acordo coletivo, enquanto a Juventus foi a única a fazer uma negociação individual. O time do atacante português Cristiano Ronaldo vai reduzir os salários do elenco referentes aos meses de março, abril, maio e junho. A parcela descontada não foi revelada, mas a diretoria espera economizar cerca de R$ 511 milhões com a medida. Os demais clubes do campeonato local negociam o tema. A última proposta da Série A foi de reduzir um terço dos salários durante quatro meses caso o campeonato não possa ser retomado. As diretorias das equipes aceitaram a sugestão, mas os jogadores recusaram. As conversas continuam.

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