Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Saída de Alan Kardec foi divisor de águas para Palmeiras, diz Brunoro

Ex-diretor do alviverde revela mágoas com o atacante, que trocou o clube pelo São Paulo durante o ano: 'Acho que ele não foi correto'

GONÇALO JÚNIOR, O Estado de S. Paulo

11 de dezembro de 2014 | 07h18

José Carlos Brunoro, diretor executivo do Palmeiras em 2013 e 2014, demitido na última segunda-feira, afirma que a principal razão das dificuldades no segundo semestre - o time só se livrou do rebaixamento na última rodada do Campeonato Brasileiro - foi a saída do atacante Alan Kardec para o São Paulo no mês de abril.

"A não renovação do Alan (Kardec) foi um divisor de águas. Deixou todo mundo chateado, inclusive o Paulo Nobre, que adorava o Alan. Eu tive conversas bastante adiantadas, mas nunca cheguei a fechar, porque respeitava o presidente", afirmou o dirigente em entrevista à Rádio Globo.

Para Brunoro, o atacante que se transferiu para o São Paulo não agiu de maneira correta. "Acho que o Alan não foi correto, e quero dizer isso para todo mundo. Ele e os empresários. A negociação não terminou, porque eles não voltaram com a resposta. Eles tinham alguma razão no sentido de demorar tanto a negociação, e para mim era muito difícil, porque sempre tive autonomia nos lugares em que trabalhei. Mas a diretoria achava que deveria ser assim, então foi assim, sem problema nenhum", afirmou.

Apesar da campanha vexatória - a equipe acumulou 20 derrotas, quase um turno inteiro do Brasileirão -, Brunoro considera que a gestão foi bem-sucedida. "Eu acho que foi missão cumprida. Mas, pessoalmente, acho que faltam algumas coisas. Se for falar do que o Palmeiras é hoje e do que era, a gente tem muita coisa para falar. O Palmeiras está pronto para ser perenemente competitivo. Poderia ter exigido algumas coisas, que preferi não exigir. São exigências como pessoas a mais trabalhando, que podiam ter vindo comigo, tanto no marketing quanto futebol. Algumas exigências de contratações que a gente não pode fazer, que eu acabei respeitando, porque o presidente estava fazendo um esforço financeiro muito grande, chegou a aportar dinheiro, a gente teve que respeitar isso", disse o dirigente.

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