Saída de Edmílson mantém rotina de cortes antes de Copas

O corte do volante Edmílson, por causa de uma lesão no joelho direito, é apenas mais um na história da seleção brasileira em períodos de preparação final para uma Copa do Mundo. Desde 1994, no Mundial dos Estados Unidos, pelo menos um atleta é cortado por ter se machucado durante os treinos e sem tempo de recuperação para jogar a competição. Na Copa disputada na América do Norte, a vítima foi o zagueiro Ricardo Gomes, que se lesionou cerca de uma semana antes da estréia contra a Rússia e teve que ceder seu lugar para Ronaldão, na época do São Paulo. Durante o Mundial, o companheiro de posição Ricardo Rocha também se machucou, mas seguiu com o grupo até a final. Márcio Santos e Aldair formaram a dupla de zaga na conquista do tetra. Em 1998, na França, ocorreu o corte mais traumático. Por causa de uma lesão muscular há cerca de dez dias antes da estréia contra a Escócia, o atacante Romário teve que ser dispensado pelo técnico Zagallo, que chamou o volante Emerson. Romário chorou muito na entrevista coletiva depois do corte e ficou magoado com Zagallo e o então coordenador Zico, já que achava que iria se recuperar a tempo de jogar a Copa. Quatro anos mais tarde, o beneficiado em 1998 foi a vítima. No rachão realizado um dia antes da partida de estréia contra a Turquia, Emerson jogava de goleiro e machucou o ombro direito ao fazer uma defesa. Cortado, ainda ficou um tempo junto com o grupo antes de voltar ao Brasil. O meia Ricardinho, do Corinthians, foi chamado em seu lugar.

Agencia Estado,

31 Maio 2006 | 13h36

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