Saída de Kaká vai beneficiar Ricardinho

Parte do dinheiro da venda de Kaká para o Milan, caso a negociação seja concretizada, deverá ser utilizada pelo São Paulo para pagar direitos de imagem e luvas que o clube deve a Ricardinho - cerca de R$ 1,5 milhão. O jogador vive uma das fases mais difíceis de sua carreira e, com a saída de Kaká, um dos símbolos da nova geração são-paulina, passará a ser o principal responsável pela armação das jogadas e, ao mesmo tempo, o mais cobrado pelos torcedores. Essa é a expectativa dos próprios dirigentes. Embora o presidente Marcelo Portugal Gouvêa diga que Ricardinho está agradando - "nós o contratamos conhecendo seu estilo de jogo, sabíamos que não faria muitos gols", diz -, o meia ainda não mostrou o futebol dos tempos de Corinthians e tem salário que representa boa parte da folha de pagamento do elenco. Por isso, a diretoria o libera, sem grandes exigências, caso algum clube queira contratá-lo. Não recebeu, contudo, nenhuma proposta. Além de não passar pela melhor fase técnica, Ricardinho sofre com problemas físicos. Depois de ter ficado cerca de três semanas fora da equipe, retornou contra o Flamengo, no dia 27, mas voltou a sentir a contusão na coxa esquerda. "É a contusão mais extensa e delicada da minha carreira", afirma o atleta, consciente de que terá mais responsabilidade com a venda de Kaká ao Milan. A comissão técnica esperava contar com ele no sábado, para o jogo contra o Criciúma, em Ribeirão Preto, mas ainda não recebeu o aval dos médicos, que esperam liberá-lo para a próxima semana. Há pessoas próximas à diretoria que andam irritadas com Ricardinho. Acham que não está se dedicando como deveria. Mas, ao mesmo tempo, não se consideram capazes de cobrá-lo, pois o clube lhe deve dinheiro. Gouvêa segue negociando os direitos de Kaká com Leonardo, dirigente do Milan, e garante que a novela termina no máximo até sexta-feira. Descontando os 15% do jogador, o São Paulo ficará com cerca de US$ 9 milhões.

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