Érico Leonan/Divulgação
Érico Leonan/Divulgação

Saídas de jogadores colocam em risco planejamento do São Paulo

Adeus de Hernanes, possível saída de Pratto e trocas na diretoria deixam o time preocupado antes do início do calendário de 2018

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

06 Janeiro 2018 | 07h00

Depois de fechar o ano em alta com a boa campanha no segundo turno do Campeonato Brasileiro e o estádio cheio, o São Paulo enfrenta um momento grande dificuldade no começo de 2018. O planejamento do clube está ameaçado pelas baixas de peças importantes, como a saída do meia Hernanes, comunicada nesta sexta-feira. O melhor jogador do time na temporada passada vai precisar se reapresentar ao Hebei Fortune, da China.

+ Vitória anuncia a contratação de atacante ex-São Paulo

+ Raí afirma ter negociação antecipada com Diego Souza

A despedida do jogador integra um contexto de grandes problemas. A contratação mais cara de 2017, o atacante Lucas Pratto, tem chance de se transferir para o River Plate, da Argentina. Já o camisa 10 do São Paulo, o meia peruano Cueva, está em Lima para gravar ações publicitárias, ainda não se apresentou para a pré-temporada e parece já estar com a cabeça na Copa do Mundo.

"O Cueva nos comunicou do atraso, mas talvez não com a antecedência ideal", afirmou o diretor de futebol Raí, um dos exemplos das mudanças acidentais no planejamento do São Paulo. O ex-meia assumiu a função em dezembro para substituir Vinícius Pinotti, o responsável por iniciar as primeiras ações de rascunho do elenco para 2018, mas que deixou a função por divergências com o presidente do clube, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco.

Na manhã desta sexta, o time realizou o primeiro treino aberto à imprensa no ano e na sequência realizaria a apresentação do novo coordenador de futebol, Ricardo Rocha. No entanto, a entrevista coletiva acabou adaptada. Raí e Hernanes foram tirar dúvidas sobre a despedida do jogador.

Apesar de ter assinado vínculo por empréstimo válido até junho, o meia precisará sair, pois o clube chinês se valeu de uma cláusula no acordo para exigir o retorno. "Foi aquela máxima do Juscelino Kubitschek, de viver 50 anos em cinco. Foram três anos em seis meses. Foi muito bom, muito intenso e vitorioso”, disse, em tom de lamento.

Raí garantiu que tem conversas com reforços para repor a perda. "O torcedor pode ficar tranquilo e confiar em mim. Estamos com várias possibilidades, negociações em curso. Vamos fazer contratações estratégicas e precisas", disse. Quem tem negociação avançada é o atacante Diego Souza, do Sport.

O diretor confirmou que o atacante Lucas Pratto demonstrou interesse em ir para o River Plate. Se os argentinos apresentarem uma proposta convincente ao São Paulo, o negócio será fechado. O meia Thomaz interessa a dois times chilenos e também pode sair.

Manter os jogadores por um longo período tem sido um desafio para o São Paulo nos últimos anos. Desde 2015, cerca de 50 atletas deixaram o time profissional seja por vendas, empréstimos ou encerramento de contratos.

O departamento de futebol ainda trata como indefinidas as situações de alguns jogadores. O atacante Wellington Nem se recupera de cirurgia no joelho direito e não sabe se terá o empréstimo renovado ou se volta ao Shakhtar Donetsk. 

Entretanto, as mudanças no elenco para 2018 não ficar restritas aos jogadores. O clube ainda aguarda a resposta do uruguaio Diego Lugano sobre o convite para ser dirigente. Como ele ainda está de férias, não comunicou se vai encerrar a carreira de jogador e topar trabalhar no clube como gerente de futebol, junto com Raí e Ricardo Rocha.

Mais conteúdo sobre:
futebol São Paulo Futebol Clube

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.