Georgi Licovski/EFE
Georgi Licovski/EFE

Após polêmica, Egito divulga escalação sem Salah antes de confirmá-lo em duelo

Federação Egípcia promoveu banquete oficial com líder da Chechênia; atacante teria se irritado pelo uso da sua imagem para fins políticos e quase deixou o grupo

O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2018 | 09h00

A Federação Egípcia de Futebol deu um susto em seus torcedores na manhã desta segunda-feira ao divulgar a escalação de sua seleção no Twitter sem a principal estrela, Mohamed Salah. Mas, cinco minutos depois, apagou o post e colocou a formação com a presença do camisa 10.

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Sem chances de classificação para a próxima fase, o Egito se despede da Copa do Mundo da Rússia em duelo contra a Arábia Saudita nesta segunda-feira, às 11h (de Brasília), em Volgogrado, pelo Grupo A. A postagem pode ser apenas um erro de distração, mas também pode confirmar uma crise entre o jogador e dirigentes da entidade.

De acordo com emissora CNN, o jogador teria ameaçado não entrar em campo no último duelo da seleção na Copa da Rússia. O atacante do Liverpool está irritado por conta do uso indevido de sua imagem e também pela presença de celebridades e empresários na concentração da seleção.

A gota d'água aconteceu quando Salah foi obrigado a participar de um jantar com o líder da região da Chechênia, Ramzan Kadyrov. Na ocasião, Kadyrov presenteou Salah com a cidadania honorária do país e divulgou essa informação nas redes sociais.

 

A imprensa europeia afirma que o egípcio cumpriu todo o protocolo pretendido pela Federação Egípcia durante o evento, mas teria confidenciado a pessoas próximas a sua insatisfação com o ocorrido e, por isso, cogitou abandonar o elenco antes mesmo da última rodada da fase de grupos e, inclusive, deixar a seleção.

Salah já se irritou anteriormente com o uso da sua imagem por parte da Federação. Na ocasião, a entidade utilizou uma foto sua para ilustrar o ônibus da equipe. Desta vez, o atleta se incomodou em ser símbolo de disputas políticas contra sua vontade, ao ser visto junto ao líder da Chechênia.

 

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