DIDA SAMPAIO
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Salário mínimo na seleção feminina do Brasil será de R$ 9 mil

Este será o menor valor a ser pago pela CBF às atletas que farão parte da equipe permanente; grupo vai ter 27 jogadoras

Almir Leite, O Estado de S.Paulo

21 de janeiro de 2015 | 14h59

Os clubes que têm equipes de futebol feminino no Brasil pagam salário mensal máximo de R$ 2,5 mil para as suas melhores jogadores - com raríssimas exceções, que não vão muito além desse valor. Mas as 27 que serão contratadas pela CBF para ficar a serviço exclusivo da seleção brasileira vão dar um "salto" nos ganhos. O salário mínimo a ser pago pela entidade é de R$ 9 mil. Inicialmente, os contratos irão até o fim da Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro.

As atletas contempladas para integrar a seleção permanente se apresentam na próxima segunda-feira, para dar início ao período de treinos na Granja Comary, sob o comando do técnico Oswaldo Alvarez, o Vadão. Serão 23 jogadoras de linha e quatro goleiras.Nessa primeira fase, a seleção vai disputar três competições: um torneio no Algarve, em Portugal, a Copa do Mundo, de 6 de junho a 5 de junho no Canadá, e os Jogos Pan-Americanos, em julho em Toronto, também no Canadá.

O objetivo da criação da seleção permanente é dar entrosamento ao time e deixá-lo bem preparado fisicamente, para que possa ter condições de ser competitiva nas competições. Também serão passados para as jogadoras todos os dados e estatísticas possíveis sobre os principais adversários. "A seleção permanente não é a salvação da lavoura para o futebol feminino no Brasil, mas no momento é a melhor solução"', acredita o coordenador técnico das seleções femininas, Fabrício Cândido Maia.

O técnico Vadão concorda. Ele pondera que a seleção permanente não é a melhor solução para o futebol feminino de maneira geral porque com a contratação exclusiva as equipes mais fortes serão enfraquecidas. É o caso do São José, atual campeão da Libertadores e do Mundial de clubes.

Mas há quem veja nisso uma possibilidade de renovação da modalidade. A capitã da seleção, Bruna Benites, prevê campeonatos de clubes mais equilibrados. "De certa maneira, os clubes perderão, mas os campeonatos ficarão mais equilibrados. Essa é minha expectativa. E assim também poderão revelar novas meninas."

Nas competições oficiais, como a Copa do Mundo,a seleção vai contar com jogadoras que não estão na seleção permanente por estarem atuando em clubes do exterior, como a atacante Marta. Integrar a craque que atualmente está jogando no Rosengard, da Suécia, no projeto de seleção permanente está na agenda da CBF.

Maia disse que a hipótese de a CBF "emprestar" jogadora para clubes em épocas sem competição para a seleção vai ser estudada. "Existe a possibilidade. Não num primeiro momento, pois temos três competições para disputar. E vamos ver se essa é a melhor alternativa (para as jogadoras e a seleção)", explicou.

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