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Sálvio diz que Seneme deveria apitar final do Paulistão

Árbitro diz que companheiro de profissão vive melhor momento e culpa legislação por sua escalação na decisão

Eduardo Maluf, O Estado de S. Paulo

30 de abril de 2009 | 08h03

SÃO PAULO - Sálvio Spínola Fagundes Filho não merecia estar na final de domingo, entre Corinthians e Santos, em que será conhecido o campeão paulista de 2009. A opinião é do próprio Sálvio, sorteado na quarta-feira para apitar o mais importante jogo da competição. O árbitro de 39 anos - funcionário de uma empresa da área têxtil -, em declaração pouco comum, disse que o melhor do campeonato estadual foi Wilson Luiz Seneme e, por isso, o colega deveria trabalhar no confronto do Pacaembu.

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"Mas, infelizmente, por uma lei federal, há o sorteio, que é muito maléfico à arbitragem", afirmou Sálvio, após ser o escolhido no sorteio, realizado pela Federação Paulista de Futebol (FPF), entre ele e Paulo César de Oliveira. Seneme foi sorteado para o primeiro jogo da final entre Santos e Corinthians, domingo passado, na Vila Belmiro, e, assim, acabou ficando fora da disputa da grande decisão do campeonato.

Assim, Sálvio é quem vai encerrar o Campeonato Paulista, mesmo depois de duas atuações polêmicas nas semifinais. Ele foi criticado por são-paulinos por não ter expulsado o corintiano Ronaldo no clássico do Pacaembu e por palmeirenses e santistas por causa da confusão envolvendo Domingos e Diego Souza no jogo do Palestra Itália.

Os técnicos Vanderlei Luxemburgo, do Palmeiras, e Vágner Mancini, do Santos, atacaram o árbitro sem muita economia depois do clássico no Palestra Itália, algo que ainda o incomoda. "Não posso achar [o ataque dos treinadores] normal, porque tenho família, porque minha filha vai à escola", admitiu Sálvio, que, no entanto, prometeu fazer uma preparação especial para a decisão de domingo.

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