Samba esquenta o clima no Stade de France

A chegada dos torcedores ao Stade de France, nesta quinta-feira, para assistir ao jogo entre Brasil e França, estava tranqüila, até que se começou a ouvir uma batucada. Imediatamente, a maior parte das pessoas que ainda estavam do lado externo do estádio, algumas aproveitando a calmaria para fazer um lanche e outras circulando em busca do acesso correto às arquibancadas, correram para ver o que estava acontecendo.Era o pessoal do grupo Brasil Dance, contratado pela Fifa para receber torcedores comuns e convidados especiais ao som do samba.O grupo é formado em sua grande maioria por brasileiros residentes na França. "Temos cerca de 50 pessoas. Hoje, trouxemos 20 (10 tocando os instrumentos e 10 bailarinas), porque temos outras apresentações pelo país?, disse Jean-Baptiste Roland, o coordenador do Brasil Dance.O samba animou os franceses, inclusive algumas simpáticas recepcionistas que mostravam seriedade ao recepcionar os convidados mas não resistiram à tentação de acompanhar o ritmo por meio de "batidinhas de pé?."O samba é algo muito agradável, estou indo para o meu lugar (no estádio), mas dei uma parada para ver?, disse o estudante Henry Clement. Ele estava considerando bom o começo da festa que, tinha certeza, seria totalmente francesa.O Brasil Dance já se apresenta há cerca de 10 anos, segundo Jean-Baptiste Roland. Pelo menos hoje, porém, a bateria estava meio desafinada. "E tem gente de todo lugar (do Brasil). Andamos por toda a França, mas a maioria mora em Paris. E não tocamos só samba. Hoje vai ser, mas também apresentamos frevo, axé e até salsa?, disse a passista Renata Mello, pernambucana de Recife, que não quis revelar quanto tempo está na França. "Muito tempo??, limitou-se a dizer.O trânsito em direção ao estádio esteve tranqüilo durante todo o dia. Os torcedores só enfrentavam um pouco de lentidão quando estavam bem próximos ao Stade de France. Na realidade, o "jogo do século?, como a partida foi denominada por muita gente, inclusive o técnico da seleção brasileira Carlos Alberto Parreira, não mobilizou os parisienses. Exemplo disso foi dado pelo motorista do táxi que trouxe a equipe da Agência Estado ao Stade de France. Ao final da corrida ele perguntou, timidamente: "O que vai acontecer aí, um jogo de rúgbi??

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