Sampaio Corrêa não joga há 4 meses

Há exatos quatro meses o Sampaio Corrêa não sabe o que é futebol. Adversário do Corinthians na primeira fase da Copa do Brasil, quarta-feira, em São Luís, o time maranhense não entra em campo desde 2 de outubro do ano passado, quando foi eliminado da Série C do Campeonato Brasileiro com uma derrota por 2 a 1 para o Limoeiro, do Ceará. O time acabou desfeito. Foi remontado há apenas três semanas, com muitos jogadores nascidos no próprio Maranhão. O campeonato estadual só começa daqui a algumas semanas. Um dos poucos "forasteiros" do Sampaio Corrêa é o volante Márcio Costa, que já atuou no Corinthians - poucos se lembram, mas ele esteve no grupo que foi campeão do Mundial de Clubes, em 2000. Aos 33 anos e com passagens ainda por Flamengo e Fluminense, Márcio Costa é o capitão do Sampaio Corrêa, time que tem treinado e deve jogar no esquema 3-5-2. O técnico é o otimista Flávio Campos, que promete não se acanhar diante dos "galáticos" do Corinthians. "Com todo respeito, temos de ir para cima e tentar a vitória", diz o treinador. O sonho de Campos é surpreender. Mas ele irá se contentar se seu time não for eliminado da Copa do Brasil já na estréia. Pelo regulamento da competição, a equipe que é derrotada em casa por dois ou mais gols de diferença logo nas primeiras rodadas é desqualificado do torneio. O grande ídolo do "Bolivão" - como o Sampaio Corrêa é chamado pelos seus torcedores - é o goleiro Raniéri, que já está há três anos no clube. O jogo de quarta-feira não poderá ser realizado no tradicional estádio Castelão, que tem capacidade para 75 mil pessoas, mas foi interditado recentemente pela Defesa Civil do Estado do Maranhão por estar em péssimas condições. Há diversas rachaduras no estádio e a parte elétrica é precária. Com isso, o jogo foi transferido para o estádio municipal Nhozinho Santos, que fica na região central de São Luís e tem capacidade para apenas 16 mil pessoas - os ingressos devem ser colocados à venda e esgotados ainda nesta terça-feira.

Agencia Estado,

01 de fevereiro de 2005 | 08h58

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