Felipe Trueba /EFE
Felipe Trueba /EFE

Sampaoli alivia pressão sobre Messi: '40 milhões de argentinos erraram o pênalti'

Treinador disse que não é justo colocar toda culpa pelo tropeço contra a Islândia em um único jogador

Estadão Conteúdo

20 Junho 2018 | 13h54

O técnico Jorge Sampaoli não aceita que seja de um jogador só a responsabilidade pelo empate por 1 a 1 da Argentina contra a Islândia, no último sábado, no Spartak Stadium, em Moscou. O treinador disse que não é justo colocar toda culpa pelo tropeço em Lionel Messi, que perdeu um pênalti na partida.

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"Messi assumiu uma responsabilidade que não é dele. É um Mundial de 40 milhões de argentinos. Todos nós erramos o pênalti. Temos certeza de que viemos aqui para fazer algo, vamos nos certificar que não viemos disputar o torneio em vão", afirmou o técnico em coletiva de imprensa concedida em Nijni Novgorod.

Sampaoli defende que a pressão colocada sobre Messi é exagerada. "Quando Leo faz um gol, toda Argentina comemora. Quando perdemos, parece que só ele é culpado. É muito para uma pessoa. Ele é o melhor do mundo. Não é possível que alguém sozinho consiga mudar a realidade de uma partida. Pode ser um fator, mas não pode ser um jogador o responsável por um fracasso", pregou o treinador.

 

 

O técnico também discorda das comparações feitas entre Messi e Diego Armando Maradona, campeão mundial com a Argentina em 1986. "Leo é um herói para a Argentina, como foi Maradona. Os contextos são diferentes", disse Sampaoli, que prepara a seleção para enfrentar a Croácia, às 15 horas (de Brasília) desta quinta-feira, em Nijni Novgorod.

No treino desta quarta-feira, Sampaoli preparou mudanças na equipe. Cristian Pavón deve tomar a vaga de Ángel Di María, Enzo Pérez disputa lugar no meio de campo com Maximiliano Meza e a defesa deve ser formada por três zagueiros: Nicolás Otamendi, Nicolás Tagliafico e Gabriel Mercado.

"Vai ser difícil, a Croácia tem uma geração muito boa e é uma seleção que vem de vitória. Vamos ver o resultado. A gente vai sair para o jogo, como fizemos contra a Islândia, e temos de ser intensos para buscar o gol desde o primeiro momento. Eles têm muitas variações quando vão ao ataque. A organização do nosso time merecia um plano diferente para esse jogo", explicou Sampaoli.

Antes do fim da primeira fase, a Argentina terá ainda mais uma partida pelo Grupo D depois de enfrentar a Croácia. A participação da seleção na chave vai acabar com o confronto diante da Nigéria, às 15 horas (de Brasília) do dia 26, em São Petersburgo.

 

 

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