Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Sampaoli assume responsabilidade pela goleada e lamenta cansaço

Treinador lamenta má condição física de alguns atletas; Vitor Ferraz e Jean Mota entraram quando estava 2 a 0

Dani Arruda, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

18 de maio de 2019 | 22h27

O técnico Jorge Sampaoli assumiu a responsabilidade pela escalação do Santos e o baixo rendimento do time, que acabou goleado pelo Palmeiras por 4 a 0, neste sábado, no Pacaembu. O treinador argentino justificou a ausência de jogadores importantes no esquema tático santista em campo e disse que o desgaste físico dos atletas e o pouco tempo de preparação, foram cruciais para o mau rendimento. 

Diferentemente do Palmeiras, que teve a semana livre para treinamentos, o Santos entrou em campo e empatou por 0 a 0 com o Atlético-MG, quarta-feira, no Independência, na primeira partida das oitavas de final da Copa do Brasil

O lateral direito Victor Ferraz e o meio-campo Jean Mota, por exemplo, entraram em campo apenas no segundo tempo, quando o time já perdia por 2 a 0. O atacante Rodrygo não pôde ser aproveitado. Outro que ficou de fora foi o lateral esquerdo Jorge. 

“Sou responsável. Tínhamos que jogar com os jogadores em melhor condição física. Jogamos contra uma equipe descansada. Nosso time jogou há 48 horas. Colocamos os que estavam melhores condições. Responsabilidade é minha. Nessa equipe jogará só quem estiver 100%”, afirmou. 

“Jogamos três jogos em uma semana. Depois do jogo de quarta, Rodrygo e Sasha estavam com dores e avisaram que não estavam bem. Preferimos essa equipe para começar a partida. Jorge já vinha de dois jogos seguidos e colocamos Felipe Jonatan por conta disso”, completou. 

Essa foi a terceira goleada sofrida pelo Santos na temporada. Além do Palmeiras, o time caiu diante do Ituano (5 a 1) e Botafogo (4 a 0), ambos pelo Campeonato Paulista. Para Sampaoli, existem erros no setor defensivo que precisam ser corrigidos. Até o clássico contra o Palmeiras, o Santos havia sofrido apenas dois gols no Brasileirão

“Pode ter a ver com a obrigação de sermos protagonistas. Tomamos dois gols, a responsabilidade aumentou e, em vez de controlar o jogo, fomos muito decididos a atacar com mais gente que o normal. Temos que corrigir o sistema defensivo. Deixamos espaços atrás e essas goleadas podem acontecer. Dominamos todos os jogos do Brasileirão até aqui e hoje não”.

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