Carlos Garcia Rawlins/Reuters
Carlos Garcia Rawlins/Reuters

Sampaoli descarta deixar comando da Argentina após eliminação

Técnico afirma que "está onde queria estar" e que não irá deixar o comando por sua vontade

Ciro Campos, enviado especial / Kazan, O Estado de S.Paulo

30 Junho 2018 | 15h46

O técnico da Argentina, Jorge Sampaoli, negou neste sábado que pretenda deixar o cargo depois da eliminação na Copa do Mundo da Rússia, sacramentada pela derrota por 4 a 3 para a França, em Kazan. Com mais quatro anos de contrato, ele se diz realizado por ter a oportunidade de comandar a equipe nacional e promete estar determinado a tentar resgatar o futebol do país depois de mais uma decepção.

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Sampaoli assumiu a Argentina em junho do ano passado com o objetivo de garantir classificação para a Copa. A vaga veio só na última rodadas das Eliminatórias, após grande sufoco, porém no Mundial da Rússia a participação durou pouco. A campanha foi a pior do país nas últimas quatro edições.

"É muito doloroso ficar fora da Copa do Mundo. Os jogadores se esforçaram muito e não puderam alcançar o que viemos buscar", lamentou. Foi a segunda Copa do Mundo disputada por Sampaoli. A anterior, em 2014, o técnico conduziu o Chile às oitavas de final, até ser eliminado pelo Brasil, nos pênaltis.

O treinador garantiu não ter plano de se desligar do cargo. "Apesar da dor e da frustração, estou onde sempre quis estar e não vou dar um passo para trás", disse. Ao contrário dele, dois jogadores experientes anunciaram neste sábado que se aposentam da seleção Argentina. Os volantes Javier Mascherano e Lucas Biglia deram boa sorte aos mais jovens e comunicaram o adeus logo depois da partida.

 

A Argentina deixa a Copa com nove gols sofridos e poucos bons momentos. Para Sampaoli, o pouco tempo de trabalho foi determinante para o rendimento não ser o esperado. "Essa equipe da França vem de um processo de dois Mundiais com Deschamps e tem bastante vantagem nesse sentido. Nós tivemos uma Eliminatória difícil e a Copa estava muito perto. Imaginávamos que o tempo seria suficiente, que a Argentina chegaria muito mais longe do que chegou. Agora temos que assumir", explicou.

Na entrevista coletiva depois do jogo, Sampaoli elogiou seguidas vezes o empenho do time no jogo e defendeu a escolha da escalação. O técnico surpreendeu ao não colocar Higuaín em nenhum momento e apostar em Messi como atacante centralizado, com a justificativa de conseguir mais movimentação e abrir espaços.

 

 

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