Mario Ruiz/EFE
Mario Ruiz/EFE

Sampaoli não chega a acordo com federação e futuro segue incerto

Entidade exige pagamento de multa rescisória para liberar técnico

Estadão Conteúdo

14 de janeiro de 2016 | 18h21

A Associação Nacional de Futebol Profissional do Chile (ANFP) anunciou nesta quinta-feira que encerrou as negociações para uma possível rescisão amigável do contrato do técnico Jorge Sampaoli. Com isso, o treinador, que já manifestou o desejo de deixar o comando da equipe, só poderá romper o vínculo se pagar os seis milhões de euros previstos em caso de quebra do documento.

Sampaoli negou-se a pagar a milionária multa e, por isso, o caso deverá ser resolvido na Justiça. O vice-presidente da ANFP, Gaspar Goycolea, explicou que já entregou o imbróglio nas mãos dos advogados da entidade e garantiu que o treinador só deixará a seleção antes de 2018, quando vence seu contrato, se pagar o valor estipulado.

"A seleção não pode seguir neste estado de imobilidade pela indefinição de seu treinador, já que, como todos sabem, estamos contra o tempo para chegar preparados às partidas contra a Argentina e a Venezuela, que são chaves para nosso caminho à Rússia em 2018", disse, mirando os dois próximos jogos pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo.

Sampaoli viveu uma lua de mel com a seleção chilena até levá-la ao título da Copa América do ano passado, a primeira conquista importante do país na modalidade. Mas a renúncia do ex-presidente da ANFP, Sergio Jadue, acusado de envolvimento no esquema de corrupção da Fifa, e a divulgação das cláusulas do contrato do treinador com a entidade fizeram ele manifestar seu desejo de deixar o comando do Chile.

"Tendo em conta a vontade de ir manifestada pública e privadamente por Jorge Sampaoli, estivemos dispostos a reduzir a cláusula (de rescisão) significativamente, além de lhe dar flexibilidade para o pagamento dividido pelo tempo. Isto, infelizmente, foi rechaçado pelo treinador", afirmou Goycolea.

Por isso, a ANFP decidiu parar de negociar com Sampaoli. "Neste cenário, a atual direção dá por encerrada a negociação, já que foi impossível chegar a um acordo sensato, que respeite o contrato que ele mesmo assinou há exatamente 60 dias", concluiu o dirigente.

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