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Sampaoli nega contato com a AFA e manifesta apoio a Bauza na seleção

Técnico tem sido especulado como sucessor do atual comandante

O Estado de S.Paulo

04 de abril de 2017 | 16h06

A pressão sobre Edgardo Bauza no comando da seleção argentina fez o nome de Jorge Sampaoli voltar a ganhar força entre os torcedores e a imprensa do país. O técnico do Sevilla, que já era um dos preferidos dos argentinos quando Bauza assumiu o cargo no ano passado, tem sido bastante especulado como sucessor do atual comandante, mas, ao menos momentaneamente, garante que tudo não passa de rumores.

"Estou no mesmo lugar, no mesmo time, pensando em tudo que tenho pela frente. Não tenho conversas concretas sobre meu futuro. Hoje, não há nada. Estou vinculado a um contrato. Há possibilidade concreta de eu seguir no Sevilla, vamos conversar no futuro. Tudo não passa de suposições", declarou nesta terça-feira.

Mais do que afastar os rumores sobre uma possível procura da Associação do Futebol Argentino (AFA), Sampaoli fez questão de ressaltar seu apoio a Bauza. No cargo desde agosto do ano passado, o ex-técnico do São Paulo comandou a seleção em oito partidas, com somente três vitórias, além de três derrotas e dois empates. A campanha decepcionante coloca o país na quinta colocação, com 22 pontos em 14 jogos, e correndo risco de ficar de fora da Copa a quatro rodadas para o fim das Eliminatórias.

"É um tema, como já disse, que os processos quem tem que corrigir ou somar é o pessoal da AFA, com o técnico que está vigente, que está trabalhando e que seguramente está buscando em sua volta tudo que precisa para classificar ao Mundial. Como torcedor, estaremos apoiando daqui", afirmou.

A imprensa argentina relatou recentemente que o novo presidente da AFA, Claudio Tapia, fará em breve uma viagem para a Europa e cogitou a possibilidade de ele parar em Sevilha para tentar convencer Sampaoli a assumir a seleção. O treinador admitiu a tentação de um dia comandar seu país, até para poder trabalhar com Lionel Messi, mas descartou a urgência em realizar este sonho.

"Quando disse que vou comandar o Messi em algum momento, pensei no Newell's, quando ele voltar a jogar lá, ou no Sevilla. Mas ver o Leo é sempre muito agradável, porque é indubitavelmente ver o melhor jogador do mundo. E que ele seja argentino, é muito agradável", afirmou.

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