Ivan Storti/Santos FC
Ivan Storti/Santos FC

Sánchez diz preferir companhia de Victor Ferraz, mas defende opções de Sampaoli

Jogador uruguaio gosta das opções criadas pelo lateral-direito em jogadas de ataque

Redação, Estadão Conteúdo

23 de outubro de 2019 | 12h40

Nas rotações realizadas por Jorge Sampaoli no Santos, a ausência de Victor Ferraz na lateral direita foi o que mais chamou a atenção nos últimos dois compromissos. Nos duelos contra Ceará e Atlético Mineiro, o treinador optou por não escalar um lateral-direito de origem, com o zagueiro Lucas Veríssimo emulando essa função.

Como o defensor está suspenso para o clássico contra o Corinthians, sábado, em Itaquera, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro, a tendência é que o treinador opte pela presença de um lateral-direito, sendo Victor Ferraz o favorito para ser o escalado - a outra opção é Pará.

Em entrevista coletiva nesta quarta-feira no CT Rei Pelé, o meio-campista uruguaio Carlos Sánchez revelou preferência por atuar ao lado do capitão santista, especialmente pelas opções dadas pelo lateral-direito em jogadas de ataque. Mas garantiu entender quando a decisão de Sampaoli para definir o time que vai atuar é outra.

"É difícil, porque eu e Victor nos entendemos muito dentro de campo, temos conhecimento, já fizemos grandes jogos juntos. Também acontece com o Pará, pois são laterais naturais. O Lucas não sobe tanto. São movimentos que trabalhamos no dia a dia. Quem decide isso é o Sampaoli e precisamos estar dispostos a realizar o trabalho", disse o meio-campista.

À frente do Santos, Sampaoli nunca repetiu a escalação do Santos entre um jogo e outro, algo que Sánchez enxerga com naturalidade, mesmo que isso faça eventualmente com que ele, apesar de ser o artilheiro do time na temporada, não seja utilizado.

"Ele joga de acordo com o rival e busca o melhor sistema para cada jogo, com diferentes jogadores. Ele busca fazer sempre um grande jogo. Acontece que às vezes não dá, porque o rival também vai bem. Acho que com Sampaoli sempre se trabalhou assim: muda sempre o time e os jogadores para buscar o melhor para o jogo. Temos que entender isso. Estamos sempre tentando nos adaptar e estar à disposição para fazer o que trabalhamos na semana", afirmou.

Derrotado por um time que estava em crise no fim de semana, o Atlético-MG, o Santos agora terá pela frente outro rival em momento difícil, o Corinthians, que não vence há cinco rodadas no Brasileirão. Mas Sánchez destacou que o time não pode se iludir com a fase ruim do adversário.

"A gente não pensa no rival, pensamos em fazer um bom trabalho. Às vezes não se joga bem, deixamos de fazer coisas, cometemos erros e o rival cria situações de gol. Temos que trabalhar mais, estar mais ligados para que isso não ocorra", comentou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.