Sanchez fala do fim de projeto e não descarta Pacaembu

A dificuldade e a demora na compra do terreno pelo consórcio Egesa/Seebla foi o principal motivo para que o Corinthians desistisse do acordo e anunciasse o fim deste projeto de construção de um estádio para o time, segundo o presidente Andrés Sanchez. Nesta quinta-feira, ele deu as explicações sobre o caso, mas não soube detalhar os problemas."Eu não sei explicar direito, mas levaria muito tempo para resolver a questão do terreno, e o Corinthians não está mais participando deste negócio. A gente tinha uma opção de compra até uma data, dia 20 ou 25 de setembro. Seria uma data para opção de compra, mas como teve este problema com a compra do terreno, este consórcio já não faz mais parte das nossas negociações. Mas continuamos abertos. O Corinthians terá seu estádio um dia, imaginamos que seja para 2012", disse Sanchez. O terreno pretendido pelo Corinthians fica na Marginal Tietê próximo ao clube e teria custo estimado de R$ 80 milhões.Com isto, o Estádio do Pacaembu, que vem sendo oferecido ao clube pela Prefeitura de São Paulo, volta a ser cogitado. Sanchez não é claro em sua resposta sobre a hipótese de assumir a administração do local. "O nosso sonho é uma arena nova, mas não podemos descartar o Pacaembu. Prefiro sair da presidência do Corinthians sem ter feito um estádio do que enganar o torcedor, porque antes de ser presidente eu sou torcedor, e já sofri muito com estas histórias". Itaquera, que abriga o Centro de Treinamentos das categorias de base e que cujo terreno foi cedido ao time alvinegro nos anos 70, não é cogitado neste momento. "Não temos nada de novo para falar sobre isso. O terreno de Itaquera foi projetado para isso [construção do estádio], mas não tem nada de concreto". O presidente corintiano não considera que a desistência do projeto seja motivo de frustração para os torcedores, e não acha que o episódio possa atrapalhar os planos do clube. "Não acho que tenha atrapalhado, mas deu ansiedade e esperança ao torcedor, sim. Não apenas membros do conselho, mas da diretoria também. Infelizmente um passa algo para outro e a história se transforma numa bola de neve. Vamos continuar trabalhando para construir a arena".

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