Santista Molina defende o meia palmeirense Valdívia

Jogador do Santos afirma que é normal qualquer atleta ter altos e baixos em uma longa temporada

Sanches Filho, Especial para O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2008 | 20h14

Maurício Molina teve os seus dias de Valdivia no Santos. Na noite em que marcou quatro dos sete gols do time contra o fraco San José, na Vila Belmiro, pela fase de grupos da Copa Libertadores da América, o colombiano deixou o campo sob aplausos, como um novo ídolo da exigente torcida santista.Veja também: Santos quer aproveitar desfalques do Palmeiras para vencer Bronca de Luxemburgo motiva jogadores contra SantosApontado como legítimo sucessor de Zé Roberto, que fez sucesso até o meio do ano passado com a camisa 10, chegou a ser considerado tão importante para a equipe da Vila quanto o chileno para o Palmeiras. Atualmente ambos não estão em boa fase e farão um duelo à parte no clássico desta quinta à noite no Palestra Itália. O confronto dos estrangeiros."Valdivia é um excelente jogador e já provou que está entre os melhores do Brasil atualmente. Além disso, é titular absoluto do Palmeiras. Agora ele não está em um bom momento, o que é normal. Nenhum jogador consegue manter-se em nível elevado durante a temporada, principalmente quando se joga quarta e domingo", analisou Molina.Se com Leão, que não gosta de trabalhar com jogadores estrangeiros, Molina foi titular absoluto, agora com Cuca, que o elogiou no dia em que assumiu o cargo, vinha perdendo espaço até domingo passado, quando sofreu o pênalti que resultou no gol da importante vitória contra o Sport Recife, e ainda mandou a bola na trave numa cobrança de falta. E nem ele sabe o motivo da queda de rendimento."Disputei uma boa Libertadores e também fui bem no Campeonato Paulista. Mas eram situações diferentes. Acredito que cai com o time inteiro, sem contar que, por ser estrangeiro, sofro uma pressão maior. O gringo sempre tem que mostrar mais para provar que pode ficar com o lugar de um brasileiro", explicou. "Nos momentos mais difíceis, quando fiquei afastado da equipe, tive o apoio da minha família e jamais deixei de acreditar no meu futebol."Molina também reconhece que é um jogador com limitações físicas. "Primeiro tive dificuldade para me adaptar à maneira brasileira de jogar. Depois demorei a me recuperar de uma lesão e, em seguida, para readquirir o ritmo. Não sou um jogador privilegiado fisicamente como Rodrigo Souto e Adriano, mas estou me esforçando para voltar a ser titular, como fui, em todos os jogos com Leão", finalizou.

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