Evelson de Freitas/Estadão
Evelson de Freitas/Estadão

Santista morre após ser agredido com barras de ferro por são-paulinos

O caso foi registrado como homicídio no 21º Distrito Policial, na Vila Matilde, onde ocorreu o crime

Juliana Diógenes, O Estado de S. Paulo

24 de fevereiro de 2014 | 10h25

SÃO PAULO - Um torcedor do Santos morreu nesse domingo após ser agredido com barras de ferro por são-paulinos na avenida Conde de Frontim, no Jardim Aricanduva, zona leste de São Paulo. O crime ocorreu após o clássico entre Santos e São Paulo, que terminou com o placar de 0 a 0, no Morumbi. Márcio Barreto de Toledo, 34 anos, integrante da Torcida Jovem, do Santos, assistiu ao jogo no estádio e depois foi à sede da entidade. Ele aguardava na parada de ônibus da estação Penha, próximo à base da Torcida, quando foi surpreendido por homens em dois carros por volta das 20h.

Segundo o boletim de ocorrência registrado no 10º Distrito Policial da Penha, a vítima foi agredida com barras de ferro por um grupo de torcedores uniformizados do São Paulo. Os agressores estavam em dois veículos: um Vectra preto e um Corsa branco. Outros torcedores santistas que estavam no local teriam fugido com medo de também serem agredidos. Márcio foi atendido pelo SAMU e encaminhado ao Hospital Municipal de Tatuapé em estado grave.

De acordo com informações do hospital, o torcedor deu entrada às 20h19 com dificuldade respiratória, rebaixamento do nível de consciência, ferimento na região occipital (região posterior do crânio) e edema em região ocular. E não resistiu. Ele morreu de traumatismo crânio-encefálico às 23h30. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo.

FILHO DE 5 MESES

O caso foi registrado como homicídio. De acordo com a Secretaria de Seguraça Pública de São Paulo (SSP), o crime é tido pela Polícia como atentado. Embora registrado no 10º DP, da Penha, o caso será investigado por policiais civis do 21º Distrito Policial, na Vila Matilde, onde ocorreu a agressão. Os agressores ainda não foram identificados.

"É covardia pegar um pai de família de 34 anos que ia embora para casa tranquilamente. Isso revoltou todo mundo. É uma atitude lamentável, covarde e que a gente repudia muito. Nos abalou bastante", disse o presidente do conselho da Torcida Jovem do Santos, Cosme Damião Freitas. Segundo ele, Márcio Barreto de Toledo tinha um filho de cinco meses.

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