Santistas convocam a torcida para ter vaga na Libertadores

Baixa média de público nos últimos jogos na Vila Belmiro é tema de preocupação para o Vanderlei Luxemburgo

Sanches Filho, especial para o Jornal da Tarde

23 de outubro de 2007 | 19h42

Vanderlei Luxemburgo, Renatinho e Vítor Júnior convocaram a torcida para lotar a Vila Belmiro, sábado à noite, contra o Goiás para ajudar o Santos na briga por uma vaga para a Copa Libertadores de 2008.   O argumento dos três é que os principais candidatos à classificação para a Libertadores 2008 estão sendo empurrados pela torcida, quando jogam em casa. "Vamos fazer da Vila Belmiro um verdadeiro caldeirão", escreveu o técnico santista em seu blog, lembrando que nos dois últimos anos, sob o seu comando, o Santos foi bicampeão paulista e chegou às semifinais da Libertadores.   "A importância do torcedor é total neste momento. A torcida do Santos sempre compareceu e espero que não nos deixe na mão agora. Peço para que ela lote o estádio", disse o meia Vítor Júnior. Para Renatinho o apoio do torcedor tem sido decisivo para vários clubes neste Brasileiro. "E contamos com a ajuda dos santistas", afirmou.   Luxemburgo destacou o comportamento das torcidas do Flamengo, Palmeiras e Grêmio, que, como o Santos, são candidatos à classificação para a Libertadores do próximo ano. "Agora chegou a hora do verdadeiro torcedor abraçar a nossa equipe e jogar do nosso lado." Mas nem seria preciso Luxemburgo, Vítor Júnior e Renatinho pedirem o comparecimento do torcedor no jogo de sábado à noite. Como a partida faz parte da promoção "Torcer faz bem", da Nestlé, com o ingresso valendo três pacotes de biscoitos, o público já seria bom, independentemente da importância da partida.   Embora o Santos faça uma campanha razoável no Campeonato Brasileiro e pode até terminar a competição como segundo lugar, sua média de público - 7.846 pagantes - só supera a do Juventude - 6023.   Até o matematicamente rebaixado à segunda divisão do Campeonato Brasileiro, América-RN, com 8.273 pagantes, tem público superior ao que compareceu aos 16 jogos do Santos na Vila Belmiro. O baixo comparecimento do torcedor à Vila Belmiro não é a única preocupação de Luxemburgo na reta de chegada do Campeonato Brasileiro. Seu medo é que por um erro de arbitragem o seu time possa perder a chance de garantir presença na próxima edição da Libertadores.   Quando saía de campo no domingo a noite, no estádio Orlando Scarpelli, o técnico santista dirigiu-se ao juiz carioca Péricles Bassols Pegado Cortez e disse que estava envergonhado com o futebol brasileiro. Em seguida, na coletiva de imprensa, não conseguiu apontar os erros da arbitragem ou nem dizer de que forma o seu time teria sido prejudicado. Ao contrário: admitiu que não houve pênalti em Moraes. Sua única queixa: Bassols teria usado critérios distintos numa falta contra o Santos e num lance semelhante sobre Moraes.   Ao contrário de Luxemburgo, Vítor Júnior afirma que o juiz é como jogador e que em alguns dias não vai bem. "Não podemos por a culpa nas arbitragens. Contra o Figueirense, tivemos chance de matar o jogo antes de tomarmos o gol e não conseguimos aproveitar." Titular de Luxemburgo nos dois últimos jogos, Vítor Júnior ainda não se considera o dono da posição. "Vou continuar trabalhando sério para me manter no time." Sobre a situação de Pedrinho, que nem foi relacionado para a viagem à Santa Catarina, o meia procurou não se envolver, mas deixou escapar que pode ter havido algum problema entre o ex-vascaíno e o técnico. "Procuro não comentar esses assuntos e não estou sabendo se houve alguma coisa entre ele e o professor Luxemburgo." Pedrinho viajou para Belo Horizonte como titular do time para enfrentar o Cruzeiro, no dia 3, mas nem chegou a ir para o Mineirão.   A informação oficial foi que o meia estava com febre alta em razão de uma amidalite. No dia seguinte ao jogo, treinou normalmente, mas voltou a não jogar contra o Botafogo-RJ. Contra o Palmeiras, na Vila Belmiro, Pedrinho entrou no segundo tempo e depois ficou fora da viagem para o jogo contra o Figueirense.

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