Santistas, dizem, querem jogar na Vila

Apesar de o Santos praticamente ter dado adeus ao título paulista, os jogadores preferem enfrentar o São Paulo na Vila Belmiro, domingo, e não no interior ou em São Paulo. "Se dependesse da gente, gostaríamos de jogar na Vila, que é a nossa casa e onde nos identificamos mais com o nosso torcedor", afirmou o zagueiro Ávalos. "Claro que é um assunto para a diretoria resolver, mas se for por questão de segurança, que seja em São Paulo", opinou.De maneira geral, o elenco tem procurado não se envolver com a polêmica da transferência da partida para outro local e adota o tradicional discurso "em cima do muro". "A Vila Belmiro é o nosso alçapão, mas não cabe a nós, jogadores, decidir. Temos apenas de entrar em campo, onde quer que o jogo for marcado, e tentar vencer", comentou o goleiro Mauro, que, no entanto, tem sua preferência. "Se fosse por mim, poderíamos atuar em Mogi-Mirim. Nasci e joguei dez anos lá. Seria muito bom, estaria em casa", disse Mauro, que visita os pais e familiares na cidade sempre que pode. "Na Páscoa, estive com eles."Fábio Baiano não quis rebater as críticas de Marco Aurélio Cunha, supervisor de futebol do São Paulo, que chamou os dirigentes santistas de "covardes" por não querer disputar o clássico na Vila Belmiro. "Independente de onde jogarmos, vamos procurar vencer", limitou-se a comentar.Estilo Gallo - Com poucos dias de trabalho, o elenco, concentrado desde esta terça-feira em Atibaia, já sente o estilo do novo treinador. Para alguns, nada de novo. "Ele tem o mesmo jeito de trabalhar do Vanderlei Luxemburgo", apontou Mauro. "Na questão da marcação, da posse de bola e em outros detalhes, os dois são muito semelhantes", comentou o goleiro sobre o novo técnico, auxiliar de Luxemburgo na conquista do Campeonato Brasileiro no ano passado.Para Ávalos, a chegada do novo técnico é a chance do time apagar a má impressão deixada desde o início da temporada. "Não só o Oswaldo de Oliveira, mas todos os jogadores deixaram a desejar, até agora", apontou. "Precisamos ter uma nova motivação para conquistarmos as vitórias novamente."Há quem condene Oswaldo de Oliveira por ter sido pouco enérgico no comando do time e por isso não ter obtido os resultados esperados. Mas Fábio Baiano discorda. "O fato de o treinador gritar ou não com os jogadores não resolve nada", opinou. "O que vale é o diálogo, e isso tanto o Oswaldo quando Gallo têm." O atacante Basílio, com dores na coxa direita, foi o único titular que não treinou com bola, nesta terça-feira à tarde, e fez apenas trabalhos físicos.Como o exame de ressonância magnética na coxa não constatou nenhuma lesão grave, deve enfrentar o União São João. O lateral Paulo César e os volantes Zé Elias e Fabinho, liberados pelos médicos do clube, participaram dos trabalhos normalmente nesta terça-feira à tarde. A comissão técnica ainda não decidiu se Ricardinho e Robinho serão aproveitados diante do União São João, na quinta-feira. Ricardinho tem mais chances de ser aproveitado. Mas a idéia é aguardar os dois jogadores voltarem de Montevidéu para avaliar as condições físicas da dupla.

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