Santistas ensaiam sotaque carioca

Os santistas ensaiam o sotaque carioca para as duas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro. A explicação é muito simples. Domingo, o Atlético Paranaense encara o Vasco, em São Januário, e na última rodada, recebe o Botafogo, na Arena da Baixada. Estas serão as duas últimas chances do Santos torcer por um tropeço do líder do Brasileirão para abocanhar o título. "No Rio, eu torço para o Fluminense, mas agora sou Vasco e Botafogo", revela o zagueiro André Luís, que até arriscou puxar o "s" e o "r" para as emissoras de tevê. "O Vasco vai querer acabar de vez com o risco do rebaixamento e o Botafogo vai para o tudo ou nada porque também está a perigo. Serão dois jogos perigosos para o Atlético e, por isso, não podemos desanimar."Além de torcer contra, o Santos também precisa fazer sua parte. A começar pelo desafio de vencer o São Caetano, no Anacleto Campanella. Em campeonatos brasileiros, o time da Vila Belmiro nunca bateu a equipe do ABC - um empate e cinco derrotas.Para aliviar a pressão sobre os atletas e também unir ainda mais o grupo, Vanderlei Luxemburgo decidiu levar o time para Atibaia. Esta é a terceira vez que o Santos fica concentrado no Bourbon Resort & Spa neste Brasileirão. Sempre na semana que antecedeu jogos importantes.Concentração - Desta vez, porém, a rodada pode definir o campeonato a favor do Atlético, desde que os paranaenses derrotem o Vasco e o Santos não passe pelo São Caetano. "Viemos para cá buscar o descanso e concentração. Ficar com a cabeça voltada apenas para o título do campeonato. Agora, são duas finais e temos certeza que o título só será definido na última rodada. Domingo, vai começar a primeira decisão", complementa o zagueiro.O volante Zé Elias acredita que a virada na tabela pode acontecer já neste fim de semana. "O Vasco passa por um momento muito difícil e se não ganhar a pressão será ainda maior sobre os jogadores e a diretoria. Tenho certeza que será um jogo de casa cheia", afirma.Luxemburgo, no entanto, não estava presente no treino desta quarta-feira - o preparador Antônio Mello e o auxiliar Serginho Chulapa comandaram os exercícios. O técnico estava no Rio de Janeiro, onde participou de um congresso com Carlos Alberto Parreira, e não conseguiu chegar a tempo para o treino.Um treino, aliás, muito descontraído. Na primeira parte, um treino físico. Depois, os jogadores foram separados em três times e ensaiavam contra-ataques. Valia marcar apenas dentro da área e sem deixar a bola cair no chão. Como os goleiros não podiam fazer muita coisa, todos arriscaram pelo menos uma bicicleta. O resultado, porém, foi desastroso. Apenas Deivid marcou o seu, depois de duas tentativas.

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