Santistas irritam presidente da FPF

O presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo del Nero, estava profundamente irritado neste domingo em Mogi Mirim. Ele via os clarões no estádio que abrigava o clássico entre Santos e São Paulo. Enquanto isso, no Rio, mais de 70 mil pessoas no Maracanã acompanhando a final do segundo turno entre Flamengo e Fluminense.Apenas 12.382 pagantes no estádio para um campeonato que movimenta cerca de R$ 10 milhões entre patrocínio e arrecadação. Além do vexame para o Brasil inteiro, Marco Polo sabia que Santos e São Paulo estavam rasgando dinheiro por causa da intransigência do presidente Marcelo Teixeira.?Lógico que eu não gostaria que a partida decisiva acontecesse aqui. Só que eu não posso ser o pai de todos os clubes. Se querem perder dinheiro, não posso fazer nada. Sou pela legalidade. Se o Santos contratou um técnico incompetente como o Oswaldo de Oliveira e está fora da disputa do título, a culpa não é do campeonato.?Protegido por dois truculentos seguranças, Marcelo Teixeira não quis assumir publicamente que levou o jogo para Mogi para estragar a provável festa do rival São Paulo. Ele é inimigo declarado do presidente Marcelo Portugal Gouvêa.?O jogo decisivo ser aqui é maravilhoso?, disse, irônico. Quando soube das cutucadas do presidente da FPF, calou-se e acionou os seguranças para afastar os repórteres.?Eu não poderia ser ditador e ir contra o regulamento impondo o jogo no Morumbi. Confiei no bom senso. Corinthians, Palmeiras e São Paulo fizeram seus clássicos no Morumbi. Só o Santos não quis. Deve ter seus motivos. Se está desperdiçando dinheiro, não posso fazer nada?, resume del Nero.

Agencia Estado,

03 de abril de 2005 | 20h03

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