Santo André inicia aventura continental

Nesta quarta-feira histórica, o Santo André perde o rótulo de clube regional, que carregou durante seus 37 anos de fundação, para tentar ganhar a América. Sob muita expectativa da cidade e dos torcedores, o time comandado por Luiz Carlos Ferreira viajou à Venezuela para enfrentar o Deportivo Táchira, a partir das 19h30, no estádio "Pueblo Novo", na cidade de San Cristóbal, pela Taça Libertadores da América. Será a primeira participação do time na competição, mas não a primeira vez que uma agremiação do ABC Paulista a disputa. Nos anos de 2001, 2002 e 2004 o São Caetano representou a região no torneio e não fez feio, chegando até a ser vice-campeão em 2002. O objetivo do Santo André é seguir os passos de sucesso do rival. Luiz Carlos Ferreira adiantou há algumas semanas que não priorizaria a Libertadores em detrimento do Campeonato Paulista e a prova disso é a boa campanha, até o momento em quarto lugar. Mais do que isso, ele aproveita a boa campanha para motivar o time. Nos vestiários, logo após a vitória fora de casa sobre o União Barbarense, por 2 a 0, no último sábado, ele já tentava motivar o elenco para a estréia. "Estamos confiantes para a estréia na Libertadores. Contra a Barbarense, jogamos na casa do adversário, fomos pressionados, mas conseguimos controlar o jogo. Não tomamos gol, fizemos dois e ainda perdemos oportunidades de fazer o terceiro. Assim terá que ser na Venezuela". Nem mesmo os desfalques dos titularíssimos zagueiro Da Guia e do meia Fumagalli abalam a confiança do treinador. "Temos peças de reposição à altura", tranqüilizou. Na defesa, Ferreira treinou com Diego Padilha, que apesar de jovem já tem algumas experiências no elenco titular. No meio, o substituto será Alexandre Pinho. Para completar o banco de reservas, foi relacionado Éverton, que era do time de juniores e jamais andou de avião. Se a preocupação da diretoria é quanto à falta de experiência do elenco neste tipo de competição - o volante Fernando, de 37 anos, é o único que já participou, tendo no currículo um vice-campeonato em 2000, com o Palmeiras -, foi direto ao ponto e recorreu aos conhecimentos de Pedro Rocha, vice-campeão com o São Paulo em 74. O craque deu uma palestra para desvendar todos os mistérios da competição. O auxiliar técnico Sérgio Soares viajou antes para a cidade de San Cristóbal, cerca de 800 kms distante de Caracas, a capital, para analisar o adversário e encontrou lá um time forte fisicamente e muito bem informado sobre os brasileiros. O principal destaque por parte dos venezuelanos será o retorno do atacante Alexander Rondón, que apesar de uma passagem frustrada pelo São Paulo, é ídolo em seu país.

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