Ricardo Saibun|Divulgação
Ricardo Saibun|Divulgação

Santos, um time mordido com a perda da taça na final de 2015

Equipe era favorita na decisão com o Palmeiras e acabou derrotada

Fábio Hecico, O Estado de S. Paulo

15 de março de 2016 | 07h00

O Santos esteve muito perto de disputar a Libertadores de 2015 por duas vias, o Brasileirão, no qual figurou bom tempo em quarto, e na Copa do Brasil, quando deixou o favoritismo ao título escapar pelas mãos na final com o Palmeiras. Fracassou e vai ser o único dos grandes paulistas a participar da competição deste ano desde o começo.

O vice-campeonato ainda dói muito na Vila Belmiro. Ninguém engoliu a perda da taça para o Palmeiras. Agora, a equipe entra ‘engasgada’ com o vacilo do ano passado e promete empenho acima do normal para não decepcionar sua torcida mais uma vez.

A decepção ainda é maior por ter mudado as datas das finais diante do Palmeiras. Queria fôlego no Brasileirão e acabou dando um tiro no pé, pois ‘voava’ naquele momento e adiou os jogos decisivos. A atitude equivocada acabou dando tempo para os oponentes recuperarem o prestígio e algumas peças que estavam machucadas. O Santos pagou pelo excesso de confiança.

A equipe agora vem com algumas mudanças em relação ao time vice-campeão, que passou por Corinthians e São Paulo sem fazer força. Perdeu os meias Geovânio e Marquinhos Gabriel, mas manteve a estrutura e o esquema leve que a faz chegar sempre com velocidade na cara do goleiro.

Não foi fácil, contudo. Para segurar peças importantes, peitou as milionárias propostas chinesas e até desagradou alguns jogadores.

Ricardo Oliveira queria muito assinar seu maior contrato da vida. Ganharia sete vezes mais aos 36 anos. Ficou, baixou a cabeça, respirou, refletiu e superou o desânimo para, mais uma vez, ser a aposta de gols dos santistas. Ao seu lado estará o parceiro Gabriel, outro que sofreu muito com a assédio europeu (ainda está na mira de italianos e pode sair no meio da temporada). O jovem da seleção olímpica sonha com carreira na Europa, mas o Santos tenta convencê-lo do contrário.

O poder de convencimento vem dando certo. Ao menos na janela de início de ano. A prova é que Lucas Lima recusou salários de R$ 2 milhões para não ‘desaparecer’ na China. Ao cair no gosto de Dunga na seleção brasileira, ele entende que brilhar no Santos é a melhor opção. Os santistas agradecem e esperam por muitas assistências de seu cérebro, um dos melhores no País atualmente.

FIQUE DE OLHO

Gabriel - O atacante, carinhosamente chamado pelos santistas de Gabigol, pode ser o diferencial da equipe mais uma vez. Artilheiro da Copa do Brasil no ano passado com oito gols, o jovem vive a melhor fase de sua carreira e pode, mais uma vez, se destacar, Olho nele!

TIME

O Santos conta com 5 atletas da seleção em seu elenco para a competição. O meia Lucas Lima e o atacante Ricardo Oliveira são peças que agradam a Dunga, enquanto Zeca, Thiago Maia e Gabriel estão na lista de convocados para amistosos da seleção olímpica que se prepara para a tão sonhada busca da medalha de ouro no Rio, em agosto.

HISTÓRICO

O Santos demorou bastante para aprender a disputar forte a Copa do Brasil. Apenas em 2010, a equipe da Vila Belmiro chegou à final. Foi diante do Vitória e fez a festa com Neymar e companhia em pleno Barradão. Superou raios e trovoadas numa noite de chuva intensa para erguer o troféu. Cinco anos depois, foi vice e quer marcar presença entre os melhores com mais intensidade.

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