Ricardo Saibun/Divulgação
Ricardo Saibun/Divulgação

Santos aciona o Ministério Público no caso de racismo contra Arouca

Clube quer a instauração de inquérito policial para identificar os autores das ofensas

AE, Agência Estado

11 de março de 2014 | 22h49

A diretoria do Santos resolveu agir no caso de racismo sofrido pelo volante Arouca na partida contra o Mogi Mirim, no estádio Romildo Ferreira, em Mogi Mirim (SP), pelo Campeonato Paulista, na última quinta-feira. Na noite desta terça, a direção divulgou em seu site oficial que pediu ao Ministério Público do Estado de São Paulo a instauração de inquérito policial para identificar os autores das ofensas racistas contra o jogador.

O documento, enviado ao MP na última segunda, é assinado pelo presidente em exercício Odílio Rodrigues e destinado a Paulo Sérgio de Castilho, da Promotoria de Justiça Criminal do Estado de São Paulo. Em conversa por telefone, o promotor informou ao presidente do Santos que o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, está acompanhando o caso de perto e pediu ao Ministério Público uma atenção especial na investigação.

"Queremos que os autores desse crime sejam identificados e respondam criminalmente pelos seus atos. Não podemos aceitar que os clubes sejam penalizados, por causa de mal feitores disfarçados de torcedores. Punir os clubes com perdas de pontos e de mandos de jogos não é a solução. Está mais que provado que ações como essas não tem se mostrado eficientes e nem eficazes para acabar com a violência e nem com o racismo em nossos estádios. Só servem para contribuir com a impunidade. É preciso que se investiguem os casos a fundo e que os culpados sejam levados à Justiça, para que paguem pelos seus crimes", declarou o presidente do Santos na nota divulgada no site oficial.

Odílio Rodrigues revelou ainda que o clube recebeu muitas manifestações de apoio ao atleta contra o caso de racismo. "Recebemos uma ligação do senhor Diogo de Santana (chefe da assessoria especial da Secretaria-Geral da Presidência da República) em nome da Presidente Dilma, convidando o jogador Arouca para comparecer a uma cerimônia em Brasília, na próxima quinta-feira, para participar de uma campanha, junto com o jogador Tinga e com o árbitro Márcio Chagas da Silva. Repassamos o convite ao nosso atleta", contou o presidente.

Na nota oficial, o Santos afirma que o senador Eduardo Suplicy, torcedor santista, também telefonou para o presidente informando que iria fazer um pronunciamento na tribuna do Senado repudiando os atos de racismo e que iria encaminhar para o clube o pronunciamento na íntegra. "Não podemos deixar que violências como essas caiam no esquecimento, e só voltemos a falar quando aparecem mais casos e vítimas. Está na hora de darmos um basta. Violência e racismo devem ser definitivamente banidos do futebol e da sociedade", desabafou Odílio Rodrigues.

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