Santos apresenta novos atacantes

Com Robinho e Deivid no elenco, a diretoria santista preferiu não fazer grandes investimentos para o ataque do time. Contratou apenas dois atacantes desconhecidos, que chegam para compor o elenco: Éder Ceccon, de 21 anos, e Evando, de 27. Ambos sabem que, de imediato, terão pouquíssimas chances. "Mas acredito que no decorrer da temporada teremos algumas oportunidades, já que o Santos fará mais de 80 jogos no ano e alguns jogadores deverão ser poupados para a Libertadores", aposta Éder Ceccon, que se apresentou neste sábado de manhã. Na véspera, foi Evando quem posou com a camisa do novo clube.Com o discurso do boleiro-padrão na ponta da língua, os dois juram que vão "procurar se esforçar ao máximo nos treinos para ganhar a confiança de Oswaldo de Oliveira". O maior desafio para eles, porém, deverá ser ganhar a confiança da torcida, ressabiada com uma série de contratações fracassadas para o ataque nos últimos anos, como Róbson, Val Baiano e Marcelo Peabiru. "Esta é a grande chance da minha vida e eu quero fazer bonito", diz Evando, que começou a carreira no Vitória em 1996, passou por Goiás, Vitória de Guimarães (de Portugal) e jogou a Série B do ano passado pelo Avaí.Evando se define como um "atacante de muita movimentação", e fala que sabe fazer gols "de tudo quanto é jeito". Já Éder Ceccon, de 1,85 m, diz ser um centroavante à moda antiga. "Sou um atacante de área, que procura se posicionar bem para pegar rebotes e usar o jogo aéreo". Catarinense de Itajaí, Éder teve uma passagem frustrada pelo São Paulo, onde nem chegou a jogar. "Tive problemas internos. A diretoria não gostava do meu empresário, Wagner Ribeiro, e descontava tudo em mim".Éder chegou a tentar se desvincular do São Paulo na Justiça, mas perdeu a causa. E apesar da pouca idade, já teve até uma passagem pelo futebol japonês, onde jogou no Vegalta Senday.Com a chegada de Éder Ceccon e Evando, o Santos fica com sete atacantes no elenco, pois tem, além deles, Robinho, Deivid, Basílio, William e Douglas, que voltou de um empréstimo ao Goiás. E isso sem contar com os atacantes que estão disputando a Copa São Paulo de juniores e serão promovidos, como Caetano e Luisinho.Apesar de tanta gente para o ataque, a diretoria pode ainda acertar com Giovanni, que era meio-campista quando defendeu o Santos entre 94 e 96, mas que vem jogando de atacante no Olympiakos, da Grécia. O jogador já manifestou o interesse de voltar a jogar no Santos. E a diretoria condicionou sua contratação a um aval do treinador Oswaldo de Oliveira.O técnico, que primeiramente se mostrou reticente quanto ao negócio, já estaria propenso a aceitar - em pouco tempo de Santos, ele já se deu conta que Giovanni é um grande ídolo da torcida, que não esquece as atuações do jogador, principalmente no vice-campeonato brasileiro de 95.Giovanni está tentando sua liberação do Olympiakos, clube com o qual tem contrato até julho. Seus procuradores já estão conversando com a diretoria santista.Anuncie aqui - O contrato de patrocínio com a Helios, empresa de material para escritório que estampa sua marca nas mangas da camisa do Santos, não foi renovado. Assim, o time estreará no Paulistão ostentando apenas a logomarca da Panasonic na frente e nas costas do uniforme. O valor do patrocínio é mantido em sigilo. E a diretoria está aberta a negociações com um novo patrocinador para as mangas da camisa.O modelo do uniforme no Paulistão será o mesmo usado no Brasileirão do ano passado. Só em março a Umbro, fornecedora de material esportivo do clube, deverá lançar a linha 2005 dos uniformes.

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