André Penner / Reuters
André Penner / Reuters

Santos atropela o Boca Juniors e garante final brasileira na Libertadores com o Palmeiras

Equipe de Cuca faz 3 a 0, com gols de Pituca, Soteldo e Lucas Braga, e vai brigar pelo título no dia 30 de janeiro

Almir Leite, O Estado de S.Paulo

13 de janeiro de 2021 | 21h16

O Santos garantiu de forma espetacular a final brasileira da Libertadores. Colocou o Boca Juniors na roda, ganhou por 3 a 0 nesta quarta-feira, na Vila Belmiro, e vai enfrentar o Palmeiras dia 30 de janeiro, em jogo único, no Maracanã. Um prêmio merecido para uma equipe que convive com os problemas políticos do clube, mas, liderada pelo técnico Cuca, com sua proposta ousada e intensa dentro do campo e um faz-tudo fora dele, superou o descrédito que sobre ela recaía.

É a quinta vez que o Santos decidirá a Libertadores, e vai buscar o quarto título – foi campeão em 1962, 1963 e 2011. Será a terceira final entre brasileiros. Em 2005, o São Paulo foi campeão em cima do Athletico-PR; em 2006 deu Internacional contra o São Paulo.

Após o 0 a o na Argentina, o Santos foi logo apresentando seu cartão de visitas ao Boca Juniors nesta quarta-feira. Aos 28 segundos, Marinho acertou a trave de Andrada em um chute cruzado; no rebote, Pituca bateu por cima do gol. Era a sinalização da disposição do Santos de partir para cima do Boca. E assim o time de Cuca fez. Marcando forte já no campo adversário, jogando com velocidade, com movimentação constante dos jogadores, tomou conta da partida.

O time brasileiro foi criando chances. Teve uma com Kaio Jorge, que desviou para fora após escanteio e outra com Pituca, novamente por cima do gol. O volante, aliás, chegava bastante na área para concluir. E foi dele o gol do Santos, aos 15.

No lance, Soteldo penetrou na área, chutou e a bola bateu na mão de Lizandro López. Os santistas ameaçaram reclamar de pênalti, mas Pituca percebeu que a bola sobrou perto dele e bateu rasteiro, cruzado: 1 a 0.

O Boca, com vários jogadores experientes, com mais de 30 anos, estava assustado. Não conseguia articular jogadas mas, perdendo, teve de tentar ir ataque. O problema é que, além de não incomodar João Paulo, algumas vezes perdeu bolas e permitiu ao Santos contra-atacar. Na parte final da etapa, Marinho obrigou Andrada a fazer difícil defesa em cobrança de falta, Kaio Jorge também ameaçou o argentino. E o Santos poderia ter ido para o vestiário com vantagem maior.

Não fez falta. O Santos decidiu a partida em cinco minutos na etapa final. Aos 3, Soteldo penetrou pela esquerda e acertou uma paulada de direita, surpreendendo Armani; aos 5, Marinho fez grande jogada e tocou para Lucas Braga ampliar.

Os argentinos se descontrolaram e, mau perdedor, o lateral-esquerdo Fabra agrediu Marinho com um pisão na barriga e foi expulso aos 10 minutos. O jogo estava decidido e Cuca tirou Soteldo, que estava com dois cartões amarelos, para evitar o risco de ele ficar de fora da decisão.

O Boca até criou uma ou outra chance, possibilitando a João Paulo mostrar seu talento. O Santos também esteve bem perto do quarto, mas o show já tinha sido garantido.

FICHA TÉCNICA:

SANTOS 3 X 0 BOCA JUNIORS

SANTOS: João Paulo; Pará, Lucas Veríssimo, Luan Peres e Felipe Jonatan (Madson); Alison (Vinícius Balieiro), Diego Pituca (Sandry), Soteldo (Jobson), Marinho, Kaio Jorge e Lucas Braga (Jean Mota). Técnico: Cuca.

BOCA JUNIORS: Andrada; Jara (Buffarini), Lisandro López, Izquierdoz e Fabra; Diego González (Capaldo), Campuzano e Villa; Salvio (Más), Soldano (Ábila) e Tevez. Técnico: Miguel Ángel Russo.

GOLS: Diego Pituca, aos 15 minutos do 1º tempo; Soteldo, aos 3, Lucas Braga, aos 5 minutos do 2º tempo.

ÁRBITRO: Wilmar Roldan (Colômbia)

CARTÕES AMARELOS: Salvio, Diego Pituca e Izquierdoz. 

CARTÃO VERMELHO: Fabra.

LOCAL: Vila Belmiro.

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