Maurício de Souza/AE
Maurício de Souza/AE

Santos bate Fluminense e se aproxima de vaga na Libertadores

O estreante André e o meio-campo Paulo Henrique Lima fizeram os gols da vitória por 2 a 0, pelo Brasileirão

André Avelar - estadao.com.br,

30 de agosto de 2009 | 17h55

O Santos deu mais um importante passo neste domingo, 30, para a conquista de uma vaga na Copa Libertadores. Na Vila Belmiro, o time chegou a passar sufoco, mas bateu o lanterna Fluminense por 2 a 0, pela 22.ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em duas jogadas de bola parada, André e Paulo Henrique Lima marcaram os gols.

 

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Com os resultados, o time soma 32 pontos e, na décima colocação, se aproxima da meta traçada pelo técnico Vanderlei Luxemburgo, quando chegou para assumir o time. Se o resultado é bom para o Santos, complica ainda mais a situação do Fluminense, que tem apenas 16 pontos. Essa é a 13.ª vez na competição, que o time termina a rodada com a última posição.

 

Em duas jogadas de bola parada, com dois cruzamentos de George Lucas e dois gols de cabeça, o Santos construiu a vitória diante de sua torcida. Com segurança na zaga, que contava com Domingos no lugar de Fabão, o time soube suportar a pressão do adversário, sobretudo, na etapa complementar.

ESTREIA DOS SONHOS 

Ainda no meio da semana, quando soube que iria substituir o suspenso Kléber Pereira, André prometeu um gol para a sua partida de estreia. Cumpriu. Em falta cobrada do meio-campo, ele se livrou dos zagueiros para só desviar de cabeça. Foi o primeiro gol do atacante de 18 anos no Brasileirão.

 

"Pois é, fui feliz. Mas isso é o de menos. O importante mesmo é voltar para o segundo tempo com a mesma empolgação e sair daqui com a vitória", disse o jogador, formado pelo Cabofriense e que disputou a Copa São Paulo pelo time da Vila Belmiro.

 

Apoiado pelos gritos dos 9.705 torcedores, o Santos tomou a iniciativa logo no começo do jogo. Em menos de 10 minutos de partida, criou três oportunidades com o seu rápido trio ofensivo: Paulo Henrique Lima, Madson e o estreante André. Esse último, que fazia sua estreia no profissional, não se intimidou com a marcação e obrigou o goleiro Rafael a fazer grandes defesas, antes de marcar.

 

Depois da pressão inicial, o Fluminense conseguiu equilibrar as ações, mas sem oferecer perigo ao adversário. As melhores chances vinham nos cruzamentos do argentino Conca, para as finalizações do zagueiro Luiz Alberto, que se aventurava pelo ataque. Os atacantes Roni e Kieza mal tocaram na bola no primeiro tempo.

 

Com muita briga no meio-campo, o árbitro Evandro Rogério Roman teve trabalho para segurar o jogo a partir da metade da primeira etapa. No Santos, Emerson e Madson tomaram o cartão amarelo no mesmo lance. Pelo lado dos visitantes, Diguinho e Ruy foram punidos por entradas duras. Enquanto isso, já como de costume, o técnico Vanderlei Luxemburgo esbravejava com as decisões na beira do gramado.

 

A partida começava a descambar para a violência, quando o Santos voltou a pensar em apenas jogar futebol. Foi coroado com o gol, já aos 44 minutos, no bom posicionamento do jovem André. George Lucas cobrou falta para a área e o atacante ganhou a disputa com outro estreante, o zagueiro Gum, para só desviar de cabeça.

 

Para os jogadores do Fluminense e o técnico Renato Gaúcho, sobrou a reclamação por um impedimento que não existiu e pela marcação de uma falta em dois lances de Luiz Alberto.

 

PRESSÃO DO FLU

Na volta do intervalo, o pior time do Campeonato Brasileiro até aqui buscava a qualquer custo se livrar da lanterna. Diguinho foi à linha de fundo, cruzou para a área, mas ninguém aproveitou. Mais uma oportunidade e Diogo arriscou uma bicicleta dentro da área que Felipe mandou para escanteio. Na cobrança, Gum cabeceou por cima do gol.

 

 Santos 2
Felipe; George Lucas, Domingos, Eli Sabiá, Léo; Emerson     (Alan Bahia    ) (Pará), Germano, Rodrigo Souto    , Paulo Henrique Lima; Madson    , André (Neymar)
Técnico: Vanderlei Luxemburo
 Fluminense 0
Rafael; Ruy    , Gum, Luiz Alberto    , João Paulo; Fabinho, Diguinho     (Marquinho), Diogo (Raphael Augusto), Conca; Kieza, Roni
Técnico: Renato Gaúcho
Gols: André, aos 44 minutos do primeiro tempo, e Paulo Henrique Lima, aos 29 do segundo.

Árbitro: Evandro Rogério Roman (PR)

Renda: R$ 150.860

Público: 9.705

Estádio: Vila Belmiro

Com as boas chances criadas, Renato Gaúcho adiantou a marcação do Fluminense e complicou ainda mais a confusa saída de bola dos donos da casa. Por duas vezes, Germano se atrapalhou e armou o contra-ataque dos adversários, para as vaias da torcida.

Na primeira delas, Ruy avançou até a grande área, tocou para Kieza, mas o atacante mandou longe do gol. Na segunda oportunidade, foi a vez de Roni chutar em cima da marcação.

RESPOSTA

O Santos estava acuado, aceitando a pressão, até que Luxemburgo pediu para Paulo Henrique Lima reassumir a armação no meio-campo. A cobrança deu resultado, e o jogador marcou aos 29 minutos do segundo tempo, assim como André, também de cabeça, também em falta cobrada pelo lateral-direito George Lucas.

Na comemoração, Paulo Henrique Lima foi cumprimentar o companheiro Alan Bahia, que, nervoso em campo, havia sido substituido pouco tempo depois de entrar no lugar intervalo, no lugar de Emerson. "Ele é bom. Ele é bom", dizia o jogador, apontando para o amigo. "Eu já passei por isso e sei como é. Não fui bem e a torcida começou a vaiar", completou.

A partir daí, o Fluminense aceitou o golpe e sequer esboçou uma reação. A decepção estava estampada no rosto de cada jogador, que saíram de campo sem dar entrevistas. O próximo compromisso dos cariocas é contra o Náutico, no Rio de Janeiro. Já o Santos, tem o clássico contra o Corinthians, no Pacaembu.

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