Santos bate Mogi por 4 a 2 e segue líder

Quando o Santos tem suas principais estrelas em campo, é inevitável que exista a expectativa de espetáculo - em geral correspondida. Mas nem sempre é assim. Em Mogi, nesta quinta-feira à noite, lá estavam Elano, Ricardinho, Robinho, Deivid, mas faltou exibição de gala. Apesar disso, o campeão brasileiro de 2004 cumpriu o papel que se espera de um favorito ao título: ganhou do Mogi Mirim por 4 a 2 - dois de seus gols vieram apenas aos 44 e aos 47 do segundo tempo, com o reserva Douglas -, manteve 100% de aproveitamento no torneio estadual, foi a 9 pontos e retomou a ponta isolada. São Paulo e Palmeiras têm pontuação idêntica, mas perdem nos critérios de desempate.O Santos oscilou, deu espaço e oportunidades para o Mogi, mas contou com fatores que só aparecem quando a maré anda em alta: aproveitou metade das chances que criou, contou com a má pontaria do rival e, em alguns momentos, com defesas seguras do goleiro Mauro. O resto ficou por conta da diferença de categoria. "Fiquei feliz com o resultado", admitiu o técnico Oswaldo de Oliveira. "Pegamos um adversário que está treinando há dois meses, enquanto nós voltamos ao trabalho apenas dez dias atrás."O Mogi exigiu pouco mais do Santos até 9 minutos, tempo suficiente para fazer pressão e marcar com razoável eficiência no meio-campo. A casa começou a ruir em jogada rápida de Robinho, que deixou Fábio Baiano livre, na entrada da área, e de frente para o gol. O ex-corintiano teve só o trabalho de tocar forte, sem chance para o goleiro João Gabriel.A vantagem acomodou o Santos, que tratou de resguardar o fôlego, levou a partida em banho-maria e viu o Mogi arriscar chutes a gol, com Neto, Fábio Costa, Marcelo Rosa. O comodismo do campeão foi castigado aos 39 minutos, com uma bola rasteira de Fábio Bráz, que pegou Mauro desprevenido. "Corremos, lutamos e fomos premiados", festejava Bráz, no intervalo. E, mesmo ofegante, não perdeu a chance de fazer dedicatória especial. "Este gol vai para a minha mãe, dona Filó."A mãe de Fábio, porém, não pôde comemorar resultado melhor para a equipe de seu filho. O Mogi se comportou bem, na etapa final. Tomou o segundo gol logo aos 5 minutos, com Deivid de cabeça, reagiu e esteve perto do empate algumas vezes. Mas desabou de vez com dois gols no finzinho, marcados por Douglas, que aos 39 havia entrado no lugar de Robinho. Anderson, aos 48, diminuiu, para honra do time da casa, que jogava pela terceira vitória.

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