Santos busca vitória e paz em Quito

O Santos vai tentar mais uma vez afastar a crise com uma vitória ao enfrentar amanhã, às 23h50, a LDU, em Quito. Esse jogo pela Libertadores da América pode ser o limite da resistência que o presidente Marcelo Teixeira tem ao segurar o técnico Emerson Leão no cargo, pois um mau resultado pode complicar a classificação, que será decidida no jogo de volta, marcado para quarta-feira que vem na Vila Belmiro. Os jogadores ficaram abatidos com a derrota para o Cruzeiro, domingo na Vila Belmiro e o fato de ser uma outra competição pode servir de motivação a mais para o grupo, uma vez que boa parte do elenco permaneceu no clube para tentar a conquista da Libertadores, inédita na carreira de todos, e que quase aconteceu no ano passado, tendo o Santos ficado em segundo lugar depois de ser derrotado pelo Boca Juniores. A semana passada foi tensa em Santos, quando o time perdeu as duas partidas disputadas. No domingo, Leão chegou a ser vaiado ao deixar o campo, mas na segunda-feira o presidente Marcelo Teixeira garantiu sua permanência por conta do trabalho que vem sendo realizado no clube. Entretanto, uma demissão do treinador na véspera da viagem para o Equador e a possibilidade de o time ficar sem técnico numa partida importante como essa pela Libertadores acabaram adiando a saída de Leão. Fora desse ambiente que está se tornando hostil, os santistas procuraram em Quito a paz para o reencontro com a vitória, mesmo sabendo das dificuldades de vencer a LDU a uma altitude de 2.840 metros e com desfalques importantes. Alex, Basílio e Leandro Machado ficaram em Santos em tratamento de contusões, ampliando o problema para Leão escalar a equipe. O treinador só conta com dois zagueiros, André Luís e Pereira, e a escalação dos dois está garantida. Como a LDU joga bem em casa e é um time muito ofensivo, Leão pode optar em escalar três volantes: Paulo Almeida, Claiton e Renato, deslocando Elano para formar a dupla de área com Robinho. O time treinou no final da tarde de hoje em Quito. Decisão - Para Diego, o jogo é uma decisão. "Uma vitória em Quito seria um passo importante para a classificação, que será decidida na Vila Belmiro", avaliou o meia. Mas o time conta em sair do Equador com pelo menos um empate, o que também poderá facilitar a decisão da vaga. "Um empate lá não deixa de ser um bom resultado, mas isso é o mínimo, pois queremos é a vitória". Os jogadores do Santos já não são inexperientes em relação à altitude e Diego acha que isso não será problema. "A altitude atrapalha um pouco, mas é superável e já estamos acostumados a jogar nessa situação e esperamos mais uma vez superar essa dificuldade", concluiu Diego. Enquanto estava na seleção, Renato teve a oportunidade de conversar com Luís Fabiano sobre a LDU, o adversário de hoje e que derrotou o São Paulo por 3 a 0 e perdeu por 1 a 0 em São Paulo. "O Luís Fabiano me disse que a equipe deles é rápida e, quando joga em casa, atua com três atacantes", disse Renato, animado com a ressalva que o colega sãopaulino fez: "Eles deixam espaço e temos de aproveitar isso para vencê-los em Quito e levar a decisão para a Vila Belmiro com mais tranqüilidade". A má fase do time no Brasileiro não deve influir nessa partida, na opinião de Renato. "Nos momentos decisivos, a equipe cresce e mata-mata é sempre uma decisão", disse ele, admitindo a dificuldade de superar a LDU em Quito. "Todos os jogos da Libertadores são difíceis e no ano passado conseguimos nossa classificação na cobrança de pênaltis contra o El Nacional, um time teoricamente mais fraco que a LDU", completou.

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