Santos começa a buscar reforços para temporada de 2008

Os dois grandes objetivos do presidente Marcelo Teixeira é manter Luxemburgo e contratar Acosta

Sanches Filho, Especial para o Estadão

31 de outubro de 2007 | 19h13

Em campanha para a sua quarta reeleição à presidência do Santos, Marcelo Teixeira acena com dois pontos que julga indispensáveis para a temporada de 2008: a permanência de Vanderlei Luxemburgo como técnico e a formação de um time forte para disputar pela 10.ª vez a Copa Libertadores da América. A lista dos reforços pretendidos já tem até um nome confirmado: Acosta, vinculado ao Cerrito do Uruguai. "É um belo jogador, que tem se destacado no Campeonato Brasileiro, tanto que todos os grandes clubes demonstram interesse no seu futebol", disse Teixeira, que não quis entrar em detalhes em relação ao jogador, atualmente no Náutico. "Estamos fazendo o planejamento para 2008 com a comissão técnica e, no momento certo, vamos apresentar os nossos reforços." A certeza de que vai perder no mínimo dois jogadores de ponta - Kleber (lateral) e Rodrigo Souto são os que têm maior possibilidade se transferir para a Europa - faz com que os dirigentes da Vila Belmiro tenham tanta pressa para correr atrás de reforços. Outro motivo é o limitado número de bons jogadores que ao mesmo tempo sejam contratações possíveis, sem falar na forte concorrência dos outros grandes, que também vão perder titulares e terão que se recompor. A princípio, as duas grandes metas santistas em 2008 serão as conquistas do tricampeonato paulista e da terceira Libertadores de sua história, razão pela qual Luxemburgo faria um novo contrato só até o meio do ano e depois iria para a Europa. Na realidade, o projeto de 2008 deveria estar bem adiantado e com sua principal parte decidida se os dirigentes atendessem aos pedidos de Luxemburgo de contratar Nilmar e Kleberson, que seriam os jogadores diferenciados de um time para ganhar tudo no primeiro semestre. Para o técnico santista o atacante que retornou ao Internacional vai ser fator de desequilíbrio e a grande sensação de 2008. Tanto que Luxemburgo tentou mostrar aos dirigentes que o investimento de R$ 4 milhões teria retorno certo pelos títulos que o clube conquistaria e o lucro que teria na sua segunda venda para a Europa. Como o Internacional não vai disputar a Libertadores do ano que vem, é um forte concorrente a menos. Teixeira não quis se aventurar na contratação de Nilmar por causa da difícil situação financeira do Santos e também pelo risco de o atacante demorar a voltar a jogar, como antes de sofrer lesões graves e operar os dois joelhos. Preferiu manter-se na política de fazer parcerias com empresários. Eles entram com os jogadores e o Santos serve como vitrine. E quando o jogador vai bem e se valoriza, o clube recebe uma porcentagem na sua transferência para o exterior. O difícil será Luxemburgo descobrir um novo Zé Roberto, tipo de jogador diferenciado que caminha para o fim de carreira e esteja disposto a retornar ao país por um curto período. Com o ex-meia da seleção brasileira, o sucesso só não foi completo porque faltou a conquista da Libertadores, mas as duas partes lucraram. Zé Roberto retornou ainda mais valorizado ao alemão Bayern de Munique e o Santos, que só teve que pagar os seus salários, foi o time da moda enquanto ele vestiu a camisa 10.

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