Santos comemora a volta de Kléber Pereira no clássico

Emerson Leão destaca a importância do atacante para a recuperação da equipe no Campeonato Paulista

Sanches Filho, Especial para O Estado de S. Paulo

25 de março de 2008 | 18h33

Se o Santos deve muito ao meia Zé Roberto - hoje no Bayern de Munique - pela conquista do bicampeonato paulista, em 2007, o mesmo pode ser dito nesta temporada a respeito do atacante Kléber Pereira, que marcou 10 gols na campanha da equipe no Paulistão. Depois de cumprir suspensão pelo terceiro cartão amarelo contra o Guaratinguetá, no domingo, ele retorna nesta quarta-feira e pode fazer a diferença no clássico contra o Corinthians, como na maioria dos jogos na Vila Belmiro.Nas três últimas partidas do time em casa, Kléber Pereira compensou a falta de qualidade dos demais atacantes, fazendo sete gols: dois na vitória por 3 a 1 contra o Guarani, dois na goleada por 4 a 1 diante do Ituano, dois na vitória por 3 a 2 contra o Noroeste e o da virada por 2 a 1 frente ao Mirassol. "Kleber Pereira não é apenas um goleador. Ele é um atacante técnico. Tanto faz gols como coloca os companheiros na cara do goleiro adversário. Por ser habilidoso, às vezes tenta um toque a mais e acaba perdendo o gol. Mas, se ele está a apenas um gol atrás do artilheiro do Paulista, não é por acaso", afirmou Leão.Ao mesmo tempo em que comemora a volta de um dos mais importantes titulares da equipe, o técnico santista não sabe mais o que fazer para encontrar um jogador que possa dividir a responsabilidade com Kleber Pereira no ataque. Depois do treino da manhã desta terça-feira, Leão disse que ainda não sabia se iria dar uma nova chance ao chileno El Tanque. "Vou pensar com um pouco mais de calma e conversar com o jogador. Sebastián deve estar de cabeça tão cheia quanto à minha. Antes do jogo passado, eu disse que estava na hora dele fazer um gol; agora já está passando", concluiu.TABATALeão concordou em liberar o meia Rodrigo Tabata por empréstimo para o Atlético-MG, porém não houve acordo entre as diretorias dos dois clubes. O procurador do jogador, Ângelo Pimentel, disse que o presidente santista, Marcelo Teixeira, não concorda o empréstimo. "E vender, só no meio do ano quando reabrir a janela internacional", disse Pimentel. O Santos pagou R$ 2,5 milhões por 50% dos direitos federativos de Tabata no início de 2006.

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