Santos comete falhas e perde para o San José na Libertadores

Leão erra, atacantes falham nas conclusões e time da Vila Belmiro perde a invencibilidade na competição

André Rigue, estadao.com.br

19 de março de 2008 | 23h53

O Santos abusou dos erros na altitude de Oruro e foi derrotado nesta quarta-feira pela fraca equipe do San José/BOL por 2 a 1, em jogo válido pela terceira rodada do Grupo 6 da Copa Libertadores da América. Foi a primeira derrota do time santista, que mesmo assim permanece na segunda posição, com quatro pontos. Veja também: Classificação Calendário e resultados da Libertadores O resultado também quebra a boa seqüência do Santos. O clube havia vencido os últimos quatro jogos, entre Paulistão e Libertadores. O San José, por sua vez, foi para terceiro no grupo, com os mesmos quatro pontos dos santistas, com um saldo de gols pior (-1 a 0). O líder da chave é o Cúcuta, da Colômbia. A vitória do San José, conquistada a 3.706 metros de altitude, foi especial para os torcedores bolivianos, que comparecerem em peso ao jogo - cerca de 30 mil. O clube completou nesta semana 66 anos e fez sua festa diante do Santos. Animados com a data, os jogadores do San José se lançaram para o ataque no início do jogo e abriram espaço para os atacantes do Santos. Na primeira jogada ofensiva do time da Vila Belmiro, aos 7 minutos, o colombiano Molina fez ótimo cruzamento para Kléber Pereira, que utilizou a cabeça para marcar o gol. A vantagem precoce do Santos não foi suficiente para diminuir a vontade dos jogadores do San José, nem mesmo do presidente da Bolívia, Evo Morales, que acompanhou o duelo ao lado dos torcedores - Evo faz duras críticas à Fifa por tentar impedir jogos na altitude. Aos 11 minutos, em bobeada da zaga santista, o atacante Cerutti ganhou na velocidade do zagueiro Domingos, saiu na cara do goleiro Fábio Costa e bateu cruzado. A bola balançou a rede e fez explodir o Estádio Jesus Bermúdez, com direito a foguetório, musica típica e muitas bandeiras. Depois dos gols, os times continuaram abertos e criaram ótimas oportunidades na primeira etapa. As redes só não foram balançadas por mais vezes porque Kleber Pereira, Molina e Sebastián Pinto, pelo lado do Santos, e Peña, pelo lado boliviano, perderam grandes chances, muitas delas cara a cara com os goleiros. RECUOU, DANÇOUNo segundo tempo, o técnico Emerson Leão mudou o esquema do Santos ao retirar o atacante Sebastián Pinto e colocar o zagueiro Evaldo - passou do 4-4-2 para o 3-5-2. O resultado foi que o time deixou de exercer a mesma pressão da etapa i San José/BOL2Vaca; Palacios    , Parada, Alvarenga e De Castro; Ribeira, Coelho Leite, Garcia e Penã (Saucedo); Da Rosa e CeruttiTécnico: Marcos FerrufinoSantos1Fábio Costa; Adriano, Betão, Domingos     e Kléber; Marcinho Guerreiro (Anderson Salles    ) (Trípodi), Rodrigo Souto e Molina e Wesley; Kléber Pereira     e Sebastián Pinto (Evaldo)Técnico: Emerson LeãoGols: Kléber Pereira, aos 7, e Cerutti, aos 11 minutos do primeiro tempo; Garcia, aos 16 minutos do segundo tempo Árbitro: Samuel Haro (EQU)Estádio: Jesus Bermúdez, em Oruro (BOL)nicial e acabou sucumbindo perante o San José. Para complicar ainda mais, os jogadores sentiram o cansaço por causa da altitude e diminuíram o ritmo. A única boa chance na segunda etapa foi criada aos 7 minutos. Wesley fez ótimo passe para Kléber Pereira, que chutou cruzado. O goleiro Vaca desviou a bola, que foi tirada em cima da linha pelo jogador De Castro. O gol da vitória do San José, por sinal um golaço, saiu dos pés de Garcia. Aos 16 minutos, o jogador entrou como quis na zaga do Santos, bateu no canto esquerdo de Fábio Costa e novamente levou à loucura a alegre torcida boliviana. Até Evo Morales abriu um sorriso das arquibancadas. Leão ainda tentou corrigir o seu erro. Depois de Evaldo, ele colocou Anderson Salles na vaga de Marcinho Guerreiro, mas o jogador não foi bem, ficou poucos minutos em campo e saiu para a entrada de Trípodi. O atacante argentino pouco criou e viu seu time ser derrotado pelo então lanterna do grupo. A nota negativa foi a atuação do árbitro Samuel Haro, do Equador, que deixou de marcar um pênalti claro para o Santos aos 43 minutos. No lance, Kléber Pereira teve a camisa puxada quando invadiu a área. Mas o atacante teve de se contentar em receber um cartão amarelo por simulação.

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