Santos conduzirá o caso de Aranha nas esferas criminal e esportiva

Goleiro é orientado a fazer B.O. em Porto Alegre. Promotores do STJD viram as imagens de TV das ofensas e vão oferecer denúncia

O Estado de S.Paulo

29 de agosto de 2014 | 10h58

O Santos vai tomar os caminhos previstos em leis para defender o goleiro Aranha das ofensas racistas sofridas na quinta-feira durante a partida contra o Grêmio pela Copa do Brasil, em Porto Alegre. Juridicamente, o caso seguirá por duas vias: esportiva e criminal. E em nenhuma delas, o clube da baixada deixa claro, diz respeito a uma acusação contra a instituição Grêmio. De acordo com o advogado do Santos, Cristiano Caús, a atitude ofensiva, chamando o goleiro santista de 'macaco', partiu de uma minoria que não representa o clube gaúcho.

O goleiro Aranha foi orientado a fazer um Boletim de Ocorrência (B.O,) numa delegacia em Porto Alegre a fim de registrar o ocorrido. Esse documento servirá para conduzir o caso na esfera criminal. O primeiro passo é identificar as pessoas que praticaram o crime. "Não é o Santos fazendo algo contra o Grêmio. Cada cidadão tem o direito de se defender. Isso é uma resposta à polícia, ao direito penal. O caso vai correr naturalmente porque já ficou público", explicou o advogado santista à ESPN Brasil.

Na parte esportiva, o Santos também não terá de se mexer muito para que o caso seja julgado, com provável punição ao torcedor gremista e, consequentemente, ao time de Felipão. A ofensa racista já chegou ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Os promotores viram as imagens de tevê que mostram as ofensas e vão oferecer a denúncia ainda nesta sexta-feira, mais tardar na segunda.O Grêmio pode perder o mando de até dez jogos ou ter de atuar com portões fechados.

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