Ricardo Saibun/Divulgação
Ricardo Saibun/Divulgação

Santos confia na força da Vila para bater o Botafogo

A última derrota da equipe na Vila Belmiro foi no dia 29 de agosto de 2012, quando levou de 3 a 1 do Bahia

SANCHES FILHO, Agência Estado

15 de setembro de 2013 | 07h52

SANTOS - A Vila Belmiro sempre foi uma importante arma quando o Santos mais precisou, desde os tempos áureos de Pelé, Coutinho, Zito e companhia. Devido ao formato do estádio, com o público mais próximo ao campo, todos os adversários sentem a pressão e têm dificuldades para desenvolver seu melhor futebol no reduto santista. Não deverá ser diferente com o Botafogo, uma das maiores forças do Campeonato Brasileiro, em jogo que acontece neste domingo, a partir das 18h30, pela 21ª rodada.

O Santos raramente perde em casa. A última derrota na Vila Belmiro já faz mais de um ano. Foi no dia 29 de agosto de 2012, quando levou de 3 a 1 do Bahia. Desde então, foram 28 jogos no estádio, com 15 vitórias e 13 empates. E, com a boa campanha do time no Brasileirão, a torcida santista deve comparecer em bom número neste domingo, aumentando a força do caldeirão.

O jogo deste domingo é chave para a pretensão santista de conseguir vaga na Libertadores de 2014. Se ganhar, além de somar três pontos, o Santos impede que o concorrente direto Botafogo suba mais na classificação do Brasileirão. Mas o técnico Claudinei Oliveira tira o peso das costas dos jogadores, principalmente dos mais jovens, sobre a necessidade de vencer.

"É prematuro falar que o jogo é divisor de águas. Não podemos pautar as nossas possibilidades em cima de uma partida só. O segundo turno está só começando, e muita coisa vai acontecer ainda", analisou o treinador do Santos. Ele lembrou que Atlético-PR e Grêmio encaixaram vitórias seguidas e, com isso, foram para o topo da classificação. "Mas é preciso levar em conta que, se perdermos, o Botafogo vai abrir três pontos a mais. Por isso, é importante vencer, mas não podemos considerar que vamos jogar a nossa última chance nessa partida."

Ao contrário da partida da última quinta-feira no Rio, quando o time entrou em campo para enfrentar o Flamengo ainda sentindo o desgaste de ter jogado duas vezes em apenas dois dias - tinha vencido o Inter na terça, em Novo Hamburgo (RS) -, os jogadores estão mais descansados. Assim, o Santos espera ter maior força física para superar o Botafogo e se recuperar da derrota na rodada anterior, quando ficou parado nos 28 pontos, ainda perto do G4.

Com relação a estratégia a ser adotada neste domingo, Claudinei Oliveira assistiu aos vídeos dos últimos jogos do Botafogo, estudando os pontos fortes e fracos do adversário. Ele deve reforçar a marcação pelo lado direito da defesa santista, provavelmente com o volante Alison, porque o craque holandês Seedorf, o cérebro botafoguense, costuma avançar por aquele setor.

O volante Renê Júnior deve se encarregar de fechar a entrada da área, com a ajuda de Cícero, que também vai dividir com Renato Abreu a responsabilidade de armar as jogadas de ataque. Sem o atacante Giva, que sofreu um trauma no ombro esquerdo, Claudinei Oliveira vai decidir entre Gabriel e Everton Costa para ver quem formará a dupla de ataque com Thiago Ribeiro - como o jogo será na Vila Belmiro, o escolhido deve ser o primeiro. Para completar, o zagueiro e capitão Edu Dracena está de volta à zaga, no lugar de Gustavo Henrique, após ter cumprido suspensão pelo terceiro amarelo diante do Flamengo.

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