Santos contesta para jogar finais do Paulistão na Vila Belmiro

O Santos contestou nesta quarta-feira as informações sobre a interdição da Vila Belmiro para a reta final do Campeonato Paulista, caso o time chegue às semifinais da competição. A informação sobre a restrição foi divulgada na terça pelo presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero, após os incidentes violentos ocorridos no clássico contra o São Paulo, no domingo.A diretoria santista reafirma que não desistirá de seu direito de mandar um dos jogos decisivos em seu estádio. "Se o Santos chegar para decidir o título não vamos concordar de maneira nenhuma com a realização dos dois jogos na capital, mesmo que um seja no Morumbi e o outro no Pacaembu. Vamos lutar para que prevaleça o direito do Santos de mandar um dos jogos em seu estádio ou então para que a federação marque as duas partidas no interior do Estado", disse o gerente jurídico do clube, Mário Mello.O dirigente alega que a Vila Belmiro não pode ser interditada porque sequer foram identificados os responsáveis pelos incidentes do empate contra o São Paulo, no domingo, na Vila Belmiro. "O que houve foi a manifestação do Ministério Público contrária à realização de clássicos na Vila Belmiro e no Parque Antártica, com o que o Santos não concorda", disse o gerente jurídico do clube, Mário Mello.Clube culpa o São PauloOs santistas insinuam que houve "orquestração" por parte do São Paulo na baderna ocorrida no jogo de domingo, com o objetivo de levar a Federação Paulista de Futebol (FPF) a não permitir a realização de jogos das fases decisivas na Vila Belmiro. E também atribuem à Polícia Militar a responsabilidade pela briga entre torcedores atrás do gol dos fundos da Vila Belmiro, por esta ter colocado a uniformizada do adversário num setor destinado aos santistas.Com base em relatórios dos médicos que trabalharam no atendimento dos torcedores na partida, e do departamento de patrimônio do clube, o Santos apresentou queixa no Tribunal de Justiça Desportiva, pedindo a apuração da responsabilidade do São Paulo pelos atos de vandalismo de sua torcida uniformizada. Na queixa, o clube pede o ressarcimento de R$ 8.196 pelos danos causados em dois banheiros, com a quebra de 16 vasos sanitários e de cadeiras.Na queixa, o Santos anexou um relatório médico identificando o integrante da Independente Elton Nascimento como um dos participantes dos distúrbios ocorridos no estádio. "Ele abraçou um vaso sanitário para retirá-lo da base; a peça quebrou, ferindo o torcedor no braço. Ele foi atendido no ginásio da Vila Belmiro pela equipe médica e, como ficou constatado que havia cortado tendões do braço, foi levado à Santa Casa de Santos, onde passou por uma cirurgia", contou Mello.Ao perceber a forte pressão do São Paulo para que a Vila Belmiro fosse considerada imprópria para clássicos, o presidente santista, Marcelo Teixeira, foi à FPF na tarde de terça-feira, com a intenção de defender o seu clube. Numa reunião com Del Nero, Teixeira foi colocado em contato, por telefone, com o presidente Juvenal Juvêncio, do São Paulo, quando ficou combinado o fim das hostilidades e da troca de acusações pela imprensa.A primeira demonstração de boa vontade por parte de Teixeira foi dada na manhã desta quarta, quanto ele comunicou ao departamento jurídico a desistência da idéia de interpelar judicialmente Leandro a respeito das acusações, segundo as quais Vanderlei Luxemburgo teria mandado os jogadores do São Paulo bater nos santistas.Porém o clima continua tenso entre os dois clubes. Importantes conselheiros do Santos lideram um movimento para pedir na próxima assembléia do Conselho Deliberativo a eliminação do sócio Marco Aurélio Cunha, supervisor de futebol do São Paulo. Cunha se tornou sócio do Santos em 1997, quando foi supervisor de futebol. A data coincide com a primeira passagem de Luxemburgo pela Vila Belmiro.

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