Santos corre atrás de um treinador

O primeiro dia do quarto mandato consecutivo de Marcelo Teixeira na presidência do Santos foi um domingo, mas foi dia de trabalho. O dirigente convocou seus assessores e já iniciou os contatos oficiais para a contratação de um novo treinador. Só depois serão fechados contratos com reforços para a temporada de 2006. Vanderlei Luxemburgo e Muricy Ramalho são os preferidos para o cargo."O processo eleitoral prejudicou um pouco as negociações, mas vamos correr contra o tempo, a fim de anunciar já na semana que vem o nome do futuro treinador", avisou Marcelo Teixeira, ainda no sábado à noite, após vencer a eleição contra Paulo Schiff - foram 1.335 votos a 748.?Minha vitória representa continuidade, não continuísmo, o que seria ruim. Não posso deixar o Santos sem antes completar o meu trabalho. Já fizemos muito, mas ainda temos muito a fazer?, comentou o presidente, elogiando o comportamento da oposição, que, segundo ele, proporcionou um pleito limpo, tranqüilo e democrático.Em entrevista à Rádio Bandeirantes, Marcelo Teixeira só citou nominalmente um jogador como um reforço em potencial do Santos para o ano que vem ? o goleiro Roger, eterno reserva de Rogério Ceni no São Paulo. No entanto, outro nome praticamente certo é o do lateral-direito Neto, do Paraná clube. ?Temos um pré-contrato com o Roger, mas o negócio ainda está longe de ser fechado. Precisamos, antes, acertar com a diretoria do São Paulo?, revelou Marcelo Teixeira. Mas a tarefa não deve ser fácil, já que os cartolas dos dois clubes brigaram após a saída tumultuada de Ricardinho.Ricardinho, aliás, é prioridade para a diretoria do Santos, que quer a manutenção do jogador para o ano que vem - seu contrato termina no final do mês. Ele seria uma espécie de âncora do novo time, que será formado, em sua maioria, por jovens.?Não podemos sair contratando sem antes acertarmos com o novo técnico. Ele tem de estar de acordo com os jogadores que virão?, disse Marcelo Teixeira, que considera ?o grande prejuízo do Santos? na temporada de 2005 a saída de Vanderlei Luxemburgo para o Real Madrid.?Nós tínhamos um time moldado de acordo com o sistema de trabalho do Luxemburgo. Ele foi embora e o sistema desmontou. Tentamos com Oswaldo de Oliveira, Gallo e finalmente Nelsinho, mas não deu certo. Esta foi a razão, inclusive, de termos contratado tantos jogadores (22) e termos tido uma participação ruim no Campeonato Brasileiro?, justificou o presidente.

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