Santos corre o risco de perder 3 titulares

O Santos reinicia amanhã as negociações visando a renovação dos contratos do goleiro Fábio Costa, do lateral-esquerdo Léo e do volante Renato, porém são remotas as perspectivas de acerto. Os três jogadores ficam livres depois do dia 31 deste mês e só aceitam assinar se receberem luvas - uma importância paga antecipadamente como parte do composição salarial -, mas os dirigentes não concordam, alegando que não podem comprometer a situação financeira do clube. Hoje o assunto ficou parado porque o presidente Marcelo Teixeira esteve no Rio de Janeiro, participando de reuniões no Clube dos 13 e na CBF (Confederação Brasileira de Futebol). A situação mais complicada é a de Renato. Após a conquista do Campeonato Brasileiro de 2002, a diretoria reajustou alguns salários e o volante passou a ganhar acima do teto de R$ 80 mil mensais. Agora, como titular da Seleção Brasileira, exige uma recompensa para assinar um novo contrato e depois que o atual terminar, deve aceitar a proposta que tem para se transferir para o Cruzeiro, de Belo Horizonte, ou aguardar a reabertura do mercado europeu, no início de janeiro de 2004, para ir para a Itália ou Espanha. Apesar da insistência do técnico Leão para que Renato permaneça no grupo, a diretoria não está disposta a alterar a sua política salarial. A folha do futebol está em torno de R$ 1,100 milhão e deve subir um pouco com a renovação do contrato de Leão, que recebeu um bom reajuste. Os dirigentes sabem que se atender Renato, outros jogadores, inclusive com contratos em vigência, como Diego e Robinho, irão exigir revisão salarial. Fábio Costa deu prazo até amanhã para que a diretoria apresente uma contraproposta. Ele alega que cedeu até onde podia e avisa que a partir de amanhã estará em Salvador, disposto a ouvir os convites que o seu procurador afirma já ter recebido. Se depender de Leão, o Santos não vai se esforçar muito para mantê-lo. O caso de Léo é diferente. Há dez dias, ele deu entrevistas criticando o presidente Teixeira, ameaçava ir embora se suas exigências não fossem atendidas, porém mudou de posição após uma reunião com Leão. "Vocês não conhecem o Léo? Garanto que ele vai continuar", disse o técnico, após a conversa. Depois disso, Léo não falou mais em sair. "Estamos aguardando a presença do procurador dele (Iko Martins) desde sexta-feira, mas ele não aparece e nem dá notícias", disse o diretor de futebol, Francisco Lopes, hoje à tarde. Quanto às contratações, Leão está pedindo dois centroavantes - um deles, alto e com bom cabeceador -, um meia armador e mais um lateral. "Sabemos o que o Santos vai precisar, mas temos que ir com calma, porque está acontecendo o seguinte: um jogador, que vale meia dúzia de bananas, passa a custar 38 quilos de pistache quando o Santos demonstra interesse na sua contratação", disse Lopes. "O Grafite interessava e só não houve acerto porque estava pedindo um caminhão de dinheiro."

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