Célio Messias/Estadão
Célio Messias/Estadão

Santos derrota o Botafogo no primeiro jogo sem Enderson

Time sente falta de Robinho, não tem boa atuação, mas faz 3 a 0

Sanches Filho, O Estado de S. Paulo

08 Março 2015 | 20h37

O Santos sentiu a ausência de Robinho, não repetiu as duas boas atuações das rodadas anteriores, mas mesmo assim ganhou com facilidade do Botafogo por 3 a 0 ontem à noite em Ribeirão Preto no primeiro jogo após a saída do treinador Enderson Moreira. Foi mais uma demonstração de que os times pequenos estão muito longe de poder incomodar os grandes no Campeonato Paulista.

O principal responsável pela oitava vitória santista em 2015 e pela manutenção da invencibilidade foi o veterano Ricardo Oliveira, que marcou dois gols – os primeiros com bola rolando, já que só havia feito um de pênalti até ontem –- e ainda participou diretamente do que foi marcado por Werley ao desviar a bola de cabeça para o zagueiro concluir. Outro que esteve acima da maioria foi o meia Lucas Lima, com participação em dois gols.

Nem houve tempo para se saber como o Santos se comportaria no primeiro jogo sem o comando de Enderson Moreira, que deixou o clube quinta-feira, e ainda mais sem a sua referência, Robinho, que cumpriu suspensão pelo terceiro cartão amarelo, se o gol demorasse a sair. Werley aos 23 minutos do primeiro tempo, marcou de cabeça e deixou a partida na mão do Santos, porque era claro que o Botafogo dificilmente se atreveria a se abrir muito em busca do empate.

Com a vantagem no marcador, o Santos ficou à vontade em campo. O que mudou entre o Santos de Enderson e o do interino Marcelo Fernandes é que o time chegou com menos jogadores à frente. Os volante Valencia e Renato raramente avançavam, mais preocupados em não deixar os zagueiros expostos e em cobrir as subidas dos laterais.

GABRIEL NEGA FOGO

Era jogo para Geuvânio, que ficou nos dois gols da estreia no Campeonato Paulista contra o Ituano, mostrar que finalmente recuperou o futebol do começo do ano passado, mas o atacante voltou a jogar muito abaixo do que nos seus melhores momentos.

Também era a oportunidade para Gabriel dar razão àqueles que pressionaram a diretoria a demitir Enderson por não escalá-lo, mas o garoto pouco fez. Nos poucos momentos em que apareceu, foi individualista demais e facilitou para o adversário – que mesmo tomando o gol cedo não deixou de se defender em bloco. A explicação talvez seja que, como atacante de lado, ele rende menos do que quando atua mais centralizado ou com liberdade para se mexer.

Sem Robinho, que fez muita diferença nas vitórias contra Portuguesa e Linense, as limitações santistas no ataque ficaram mais evidenciadas. Mas houve evolução com Ricardo Oliveira procurando jogar como centroavante, deixando de correr tanto para ajudar na marcação e se preocupando em ser vir de opção para receber passes e finalizar.

Com a volta de Robinho no clássico de quarta-feira diante do Palmeiras Gabriel vai voltar para o banco, porque Ricardo Oliveira mostrou que jogando mais adiantado não tem concorrência no grupo.

FICHA TÉCNICA

BOTAFOGO 0 x 3 SANTOS

BOTAFOGO - Renan Rocha; Roniery (Henrique), Eli Sabia, Bruno Costa e Dênis; André Rocha, Gimenez, Rodrigo Andrade e André Santos (Zé Roberto); Giancarlo e Wesley (Diogo Campos). Técnico: Mazola Júnior.

SANTOS - Vanderlei, Cicinho, Werley, Gustavo Henrique e Victor Ferraz; Valencia (Lucas Otávio), Renato e Lucas Lima; Geuvânio (Elano), Ricardo Oliveira e Gabriel (Thiago Ribeiro). Técnico: Marcelo Fernandes.

GOL - Werley, aos 22 minutos do primeiro tempo; Ricardo Oliveira, aos 24 e aos 46 do segundo tempo

CARTÕES AMARELOS - Gimenez, Wesley e Dênis (Botafogo); Vanderlei e Valencia (Santos)

ÁRBITRO - Vinícius Gonçalves Dias Araújo

RENDA - R$ 270.430,00

PÚBLICO - 7.328 pagantes

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