Santos descansa de olho em vaga na Libertadores

Jogadores fazem treino leve no sábado e voltam aos treinamentos apenas na segunda-feira

Sanches Filho, Especial para O Estado de S. Paulo

11 de abril de 2008 | 19h55

O Santos chegou ao CT Rei Pelé nesta sexta-feira, às 16h, 20 horas depois do início da viagem, em Guadalajara, no México, na noite de quinta-feira.Os poucos jogadores que deram entrevistas demonstraram confiança na classificação do time às oitavas-de-final da Copa Libertadores da América, com uma vitória contra o Cúcuta Deportivo, da Colômbia. quarta-feira à noite, na Vila Belmiro. "Nosso plano era conseguir a vaga no México, mas não deu. Paciência. Agora vamos ter que derrotar o Cúcuta de qualquer jeito. Aproveito para convocar o torcedor santista para lotar a Vila e nos apoiar", disse o zagueiro Fabão, que voltou a falar sobre a sua falha e de Domingos no lance do primeiro gol do Chivas. "Não há como negar que houve o erro. Todo mundo viu. Agora temos vamos trabalhar para que esse tipo de falha não volte a acontecer."Para o zagueiro, o time foi surpreendido pelo ataque em bloco dos mexicanos no primeiro tempo. "Eles deixaram quatro jogadores lá atrás para se resguardarem e o resto partia para cima da nossa defesa. Ficou difícil saber quem pegava quem", justificou.Para Molina, a grande vantagem do Santos é que, para se classificar, depende apenas de uma vitória simples contra o Cúcuta, que, por ser o campeão do Grupo 6, com 11 pontos, poderá até escalar uma equipe reserva. "O nosso adversário representa perigo mesmo se jogar sem os titulares, mas somos muito fortes dentro de casa e estou seguro de que vamos ganhar", afirmou o colombiano, que prefere não confiar num provável empate entre Chivas e San José, que colocaria o Santos nas oitavas, pelo saldo de gols, independente do resultado da Vila Belmiro.Os jogadores vão fazer um treino neste sábado no departamento de preparação física e em seguida serão dispensados até as 9 horas de segunda-feira. A preocupação da comissão técnica é que os atletas se recuperem do desgaste que tiveram nos últimos 40 dias, período em que o time disputou 12 jogos e fez duas viagens cansativas, a Oruro, na Bolívia, e à Guadalajara, no México.Os dirigentes têm até quarta-feira para convencer Dênis a desistir da ação na 3ª Vara da Justiça do Trabalho de Santos pedindo a sua liberação, sob a alegação de que foi coagido a assinar um contrato de gaveta, em branco, para passar a vigorar a partir de 17 do mês que vem, quando vence o atual. Se não conseguirem, Leão terá que improvisar um outro jogador na posição.Para jogos da Libertadores, Leão tem Dênis e Adriano para a lateral-direita, porque Adoniran não está inscrito. Enquanto o primeiro está em litígio com o clube, o outro se recupera de uma lesão no joelho esquerdo. Nesta sexta, depois que Adriano passou por mais uma ressonância, o médico Carlos Braga disse que acha difícil a sua recuperação a tempo de enfrentar o Cúcuta. "Com o tratamento intensivo, houve uma melhora, mas é preciso se considerar que o jogador está há mais de 10 dias sem treinar. E ainda sente um pouco de dor no joelho."A situação de Kleber Pereira só será discutida na segunda-feira, quando Daniel Pereira, irmão e procurador do artilheiro chegar à Baixada. Ele não reconhece o contrato de gaveta, que prorroga o atual contrato até dezembro, quer um novo com dois anos e meio de duração e reajuste de 40% nos salários do centroavante.

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