Santos discute o seu novo estatuto

O Santos começou a modificar seu estatuto. Ante-projeto do novo documento já está à disposição dos conselheiros para que apresentem emendas até o dia 17 e deverá ser aprovado no mês que vem. O objetivo é adequar o clube à nova legislação, mas ele pode abrir a possibilidade de Marcelo Teixeira tentar sua segunda reeleição em dezembro, o que é vedado atualmente. Mas Teixeira procurou logo afastar essa possibilidade, garantindo que o projeto não tem cláusula permitindo isso. "Fiquem sossegados, pois vocês não me verão aqui como presidente do clube ou do Conselho Deliberativo no ano que vem", comentou com os jornalistas. Nada impede, porém, que um grupo de 20 conselheiros apresente proposta nesse sentido, com o que ele estaria livre para se candidatar sem o ônus de ser o autor da proposta. Marcelo Teixeira nunca admitiu uma nova candidatura, mas não nega que pretende fazer seu sucessor para que o trabalho que vem sendo realizado em sua gestão tenha prosseguimento com a nova diretoria. O presidente espera que haja um consenso nas eleições entre situação e oposição para uma chapa única que evite a disputa. "Vou lutar para que haja consenso, que será possível se não houver vaidades ou radicalismos e que os interesses do Santos prevaleçam", disse Marcelo Teixeira, que justificou: "todo processo eleitoral causa não só trauma aos clubes, como uma interrupção pois o trabalhos nas eleições prejudicam decisões que deveriam ser tomadas em novembro e dezembro". Como a eleição é em dezembro, havendo disputa a programação para o ano seguinte tem de ser adiada. "Havendo consenso, definições como contratações e renovação de contratos são antecipadas". No caso do Santos, o desfecho eleitoral interessa diretamente a jogadores importantes, como Léo e Renato, cujos contratos vencem no final do ano. O mesmo ocorrerá com o técnico Leão. "Eles não podem assinar um vínculo sem saber qual o destino do clube". Mas dificilmente haverá chapa única, já que a oposição fez um amplo trabalho para inscrever novos sócios, que poderão ter peso decisivo na eleição. Dessa forma, a situação se movimenta para lançar candidatura própria, de preferência a do próprio Teixeira, com o que aumenta o interesse na discussão e votação do novo estatuto.

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