Santos: duas batalhas pela frente

O Santos tem duas batalhas esta semana. Fora de campo, vai juntar todas suas forças para derrubar a decisão do STJD de anular o clássico contra o Corinthians, colocado sob suspeita depois do escândalo da Máfia do Apito. Já na parte de futebol, Nelsinho Baptista vai aproveitar a folga do meio da semana para tentar corrigir os defeitos do time e, principalmente, impedir que o desânimo tome conta do elenco.Na área jurídica, o Santos contratou o advogado Marcílio Krieger, especialista em direito desportivo e hoje (17) mesmo ele entrou com recurso para que o clube fosse admitido na condição de terceiro interessado no processo que o juiz Edilson Pereira de Carvalho responde na Comissão Disciplinar do STJD. Isso porque o clube considera ter sido prejudicado com a anulação do jogo apitado pelo árbitro - que confessou ter recebido dinheiro de apostadores para facilitar a vitória corintiana. O Santos venceu por 4 a 2, mas o jogo foi anulado porque o STJD entendeu que o juiz atuava com dupla intenção. Ele poderia receber para facilitar um resultado que interessasse aos apostadores e trabalhava por outro, no qual ele próprio teria apostado. Na partida remarcada para quinta-feira da semana passada, o Santos foi derrotado (3 a 2). Torcedores invadiram o gramado e a Vila Belmiro foi interditada. Por conta do incidentes, há a expectativa de forte punição para o meio Giovanni, que chutou a bola em direção à torcida, revoltado com a marcação de um pênalti contra o Santos aos 41 minutos do segundo tempo. O pênalti foi marcado corretamente e o jogador pode pegar suspensão de um a dois anos.A diretoria do Santos quer manter o resultado da primeira partida sob a alegação de que o clube foi vítima no caso, sem ter tido qualquer favorecimento. Se conseguir isso, a segunda partida seria automaticamente anulada, prevalecendo os três pontos a mais na tabela, que podem facilitar a busca da vaga para a Libertadores. Os dirigentes apostam ainda que se a ação prosperar, até mesmo a punição a Giovanni possa ser revista."Muita coisa vai acontecer ainda em relação à apuração dos fatos e devem surgir situações novas. Tenho certeza de que o processo será revertido, primeiramente na esfera esportiva, pois queremos evitar a justiça comum", disse o presidente Marcelo Teixeira, eu completou: "mas também não quero ver o Santos com um prejuízo tão grande como esse".Ao lado disso, o Santos vai elevar a altura dos alambrados por onde os torcedores invadiram o campo na quinta-feira. Com isso, pretendem mostrar que a questão de segurança está resolvida para livrar o quanto antes da interdição. O clube ainda não decidiu onde irá mandar os seus jogos enquanto durar a punição.FUTEBOL - Nelsinho Baptista começa a preparar nesta terça-feira, o time para o clássico contra o São Paulo, sábado à noite, no Morumbi. Ele vai ter a volta de jogadores como Fabinho, Zé Elias e Bóvio, que cumpriram suspensão automática, mas perderá a dupla de zaga titular. Ávalos, com contusão no ombro, e Luís Alberto com lesão muscular na coxa esquerda, não terão condições de atuar no clássico.Também Luizão estará fora mais uma vez. No jogo de domingo contra o Goiás ele cumpriu suspensão pelo terceiro cartão amarelo e sábado irá cumprir pela expulsão no clássico contra o Corinthians, se até lá o Santos não conseguir mudar a posição do STJD.Nelsinho Baptista está encontrando no time os mesmos problemas que levaram à queda do técnico Gallo: a falta de rendimento do ataque, depois da saída de Robinho. Ele consertou o posicionamento da marcação no meio-de-campo, estava trabalhando a dupla de zagueiros Luís Alberto e Ávalos e já não poderá contar com eles no clássico contra o São Paulo."A bola tem chegado pouco à frente e nas vezes que chega, são poucas as finalizações", disse , lamentando que o time esteja muito preocupado em jogar a bola para dentro da área ao invés de trabalhá-la melhor. O que ele não quer é ver seus jogadores desistindo da competição. Entende que o time ainda tem chances no Brasileiro e lembra a luta para conseguir a vaga para a Libertadores.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.