Josep Lago e Jean Christophe Magnenet/AFP
Josep Lago e Jean Christophe Magnenet/AFP

Santos e Barcelona terão de dividir possível indenização à DIS

Contrato foi relevado nesta segunda pelo jornal espanhol Marca

O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2015 | 08h46

Santos e Barcelona fizeram um acordo para dividir os custos de uma possível indenização à DIS, a empresa que detinha parte dos direitos economicos de Neymar. A revelação foi feita nesta segunda-feira pelo jornal espanhol Marca, que publicou, com documentos, reportagem chamada de "contrato do escândalo".

O contrato confirma que o valor pago a DIS foi de 6,8 milhões de euros (R$ 23,7 milhões). Porém, a cláusula, até então desconhecida, é clara no diz respeito a eventuais ressarcimentos devido a processos ou a ações judiciais: "ambos os clubes, SANTOS F.C. E F.C. BARCELONA, ficarão obrigados a liquidar pela metade (isso é, 50% por cada um deles, o valor que exceda referida quantidade de 6.840.000 euros."

Assinam o contrato o então presidente do Barcelona Sandro Rossel e Josep Maria Bartomeu, atual presidente, e o então presidente do Santos, Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, e Odílio Rodrigues, que sucedeu Luis Alvaro. Ou seja: as partes já previam que poderia haver problemas com a DIS.

No dia 17 de junho, o juiz da Audiência Nacional da Espanha, José de la Mata, abriu um novo processo contra Neymar e contra o atual presidente do Barcelona, Josep Maria Bartomeu, após ter recebido uma denúncia da DIS. Jogador e clube são acusados de fraude e corrupção.

O contrato divulgado pelo Marca declara que o valor de declarado da transferência de Neymar foi de 17,1 milhões de euros (R$ 60 milhões). Foram repassados a DIS 40% desse valor: os 6,8 milhões de euros, como mostram os documentos. O contrato pode ser baixado aqui.

Na mira da Justiça, o Barça já admitiu ter pago quase 85 milhões de euros (R$ 296 milhões) - apenas a empresa de Neymar ficou com 40 milhões de euros (R$ 139 milhões). O caso ainda não foi julgado, mas a DIS tem esperança de recuperar um valor bem maior do que recebeu em 2013, quando a negociação foi concluída. Pior para o Santos, que pode até pagar um valor maior do que recebeu pela venda de Neymar.

   

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