Santos e Corinthians fazem tira-teima da Libertadores

Santos e Corinthians voltam a ser enfrentar dois meses depois dos jogos que nortearam o 2012 de cada um: as semifinais da Libertadores. Depois daqueles 13 e 20 de junho, o Santos desceu ao inferno e o Corinthians conheceu a glória. O que mudou nesse curto espaço de tempo? Um aspecto em especial: o olhar que cada time vê o Campeonato Brasileiro. O clássico deste domingo, às 16 horas, na Vila Belmiro, não tem 10% do peso daquele mata-mata. Mas é essencial ao Santos, que necessita não só dos três pontos, mas reacender a esperança de que ainda é possível, se não o título, mirar uma vaga da Libertadores.

SANCHES FILHO E VITOR MARQUES, Agência Estado

19 de agosto de 2012 | 08h46

Ao Corinthians, o que interessa? Reconstruir seu padrão de jogo, principalmente do meio de campo para frente. O campeão da América, que se refuta pensar no Mundial, sabe que o Brasileiro se tornou algo distante, praticamente impossível. Mas precisa urgentemente encaixar no time seus reforços estrangeiros, como o argentino Martinez, ex-Velez Sarsfield, que, por sinal, enfrentou (e perdeu) do Santos de Neymar na Libertadores.

A fatídica queda nas semifinais da Libertadores provocou sérios estragos no centenário santista. A primeira consequência foi a saída de jogadores titulares, como Borges e Elano, em nome da contenção de despesas. A situação foi agravada pelas convocações de Neymar e Ganso para a seleção olímpica, desfalcando o time em oito rodadas do Campeonato Brasileiro. Tanto que apenas na quinta-feira, a duas rodadas do fim do turno, o time marcou o primeiro gol e venceu pela primeira vez como visitante diante do Figueirense.

Embalado por Neymar, que retornou de jatinho de Estocolmo, onde estava com seleção brasileira, o Santos espera ter mais cara que encantou a todos até há pouco tempo. Ganso e Patito serão os armadores do time. E o técnico Muricy Ramalho agora pode arriscar, sacando um volante de marcação, Henrique, e escalando Neymar e André no ataque. Sem sombra de dúvida, é um cenário infinitamente mais animador do que àquele vivido pelo time durante os Jogos de Londres.

Léo, poupado do jogo contra o Figueirense em razão do desgaste físico, vai ter o descanso interrompido porque, além da suspensão de Juan, Muricy ficou sem Gerson Magrão, que recebeu o terceiro amarelo. O veterano lateral-esquerdo deverá ficar preso à marcação, ao contrário do lateral-direito Bruno Peres, que terá maior liberdade para se lançar ao ataque.

Do lado corintiano, Tite se viu numa enrascada que pode custar a invencibilidade de nove jogos e o bom momento de sua defesa. Justo no jogo contra o Santos, que tem no lado esquerdo do ataque com Neymar como ponto forte, o Corinthians perdeu seu lado direito. Não jogam Alessandro e Chicão, ambos suspensos. Eles dão lugar a Wallace, na zaga, a Guilherme Andrade, um estreante de 23 anos que veio da Ponte Preta.

É provável que caiba ao volante Ralf proteger o setor defensivo esquerdo, por seu incansável poder de marcação, enquanto Paulinho terá mais liberdade para atacar. Douglas e Danilo são os meias, enquanto o ataque terá Romarinho e Guerrero. Na semifinal da Libertadores, as armas de Tite deram certo contra o Santos. Neste domingo, na Vila Belmiro, será a vez do tira-teima.

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