Santos e Robert negociam rescisão

O meia Robert se apresentou nesta sexta-feira pela manhã ao técnico Emerson Leão, teve uma conversa com o treinador e logo em seguida manteve reunião para discutir seu futuro no clube com o gerente de futebol, Ilton José da Costa. Na pauta, a adequação de seus salários à política salarial do clube, que significa uma grande redução em seus ganhos, com o que o jogador não concorda. Com o impasse, as duas partes discutem um acordo para a rescisão contratual, que pode ocorrer a qualquer momento. Para muitos na Vila Belmiro, Robert não joga mais pelo Santos. Como não concorda com redução no salário, só vai treinar para manter a forma enquanto seu advogado discute a rescisão amigável do contrato. O meia, que retornou quarta-feira à noite de Fortaleza, onde ficou uma semana descansando, não quer dar entrevistas enquanto não resolver o seu problema. Leão pediu a Robert que resolvesse primeiro o problema administrativo para depois de integrar ao elenco, se for esse o caso. "Ele precisa acertar sua situação trabalhista antes de começar a trabalhar", disse o treinador, que já não contava com o jogador para a estréia no Brasileiro, neste sábado, contra o Botafogo, na Vila Belmiro. "Quando ele não se apresentou, sabia que ainda não poderia contar com o jogador e, mesmo que ele seja integrado ao elenco, não muda a escalação para a partida". Essa estréia é aguardada com ansidedade pelos jogadores, principalmente porque o time foi reformulado e contará, basicamente, com jovens revelações. Para Leão, isso é normal e não preocupa. "O Santos tem condição de jogar de igual para igual e vencer em casa deve ser a nossa rotina". Mesmo contando um uma vitória, ele acha que não haverá surpresas. "Ganhar, perder ou empatar não constitui surpresa no futebol de hoje, em que os times estão muito equiparados, com algumas exceções". Também o comportamento da torcida preocupa, mas os jogadores dizem que estão preparados para suportar a pressão, se houver. "Estamos conscientes de que precisamos dar uma boa largada", disse o atacante Alberto. Para ele, "é preciso estar preparado para superar todos os obstáculos". Já Paulo Almeida, que conhece há tempos os exigentes torcedores do Santos, está otimista. "A cobrança sempre vai existir, mas tenho certeza que a torcida irá nos apoiar bastante, pois sabe que o time é jovem, está em formação e vai dar muita alegria ainda".

Agencia Estado,

08 Agosto 2002 | 18h07

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